Jornalistas entrevistam presidente da Fenasaúde em Mesa Redonda do CQCS

26.06.2020 - Fonte: Seguro Gaúcho

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O diretor do Seguro Gaúcho, Luiz Felipe Paradeda, participou da segunda edição do programa Mesa Redonda do Seguro no canal do CQCS, na tarde quinta-feira (25). Jornalistas e profissionais da mídia ligados ao mercado segurador, conversaram com o convidado João Alceu Amoroso Lima, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). A live teve a mediação do fundador do CQCS, Gustavo Dória Filho. Na pauta do encontro virtual, o cenário do setor de seguros e planos de saúde diante da pandemia decorrente do novo coronavírus.

O entrevistado explanou a respeito de diversos aspectos que englobam a assistência médica-hospitalar das operadoras do segmento. Lima falou sobre a agenda e as ações da Fenasaúde. Apresentou os índices de sinistros das empresas do setor, mostrando dados específicos como o custo médio de uma internação numa unidade de terapia intensiva (UTI), além de abordar aspectos econômicos como a redução de custos para obter a ampliação do número de usuários de planos de saúde.

Em seu primeiro questionamento, Paradeda destacou que após o encerramento da fase aguda da pandemia ocorrerá grande procura de atendimentos eletivos, já que no atual momento a população está evitando o contágio. Ele afirmou ainda que os planos de saúde atravessarão dois picos de demanda, sendo um específico para o tratamento da Covid-19 e o outro para cuidar dos casos que não tenham relação com o novo coronavírus. “Como será equacionado esse dilema para a Fenasaúde, já que tudo deverá ocorrer em um curto espaço de tempo?".

João Alceu argumentou que apesar de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentar dados mostrando a diminuição da sinistralidade, existem procedimentos represados em virtude da pandemia.

“Com certeza várias cirurgias e procedimentos eletivos foram adiados, mas eles acontecerão e o ideal é que sejam realizados aos poucos. Os próprios hospitais estão dando garantias e fazendo anúncios sobre seus protocolos de funcionamento, com regras de higiene e afastamento, inclusive de que maneira estão separando os pacientes que têm a Covid-19 daqueles que possuem outras doenças”.

De acordo com o presidente da Fenasaúde, em médio prazo deverá ocorrer uma oscilação no fluxo de atendimentos médico-hospitalares. “Nos próximos meses estamos esperando um pico de procedimentos eletivos, mas que deverá ser seguido de um período de menor incidência. Creio que na média tudo será normalizado devido a preparação das empresas”.

Em seu segundo questionamento, Paradeda perguntou quais são os maiores desafios que a Fenasaúde vem enfrentando diante da pandemia, já que a atual conjuntura impactou de forma intensa a sociedade, a economia e o segmento de seguro saúde. “O primeiro desafio é passar pela pandemia, já que estamos atravessando a turbulência e não sabemos quando ela terminará. Em todo o mundo existem ainda muitas dúvidas e incertezas. Nós precisamos estar atentos para tomarmos as medidas mais adequadas para manter as empresas sólidas para que elas cumpram seu dever de prestar os serviços contratados”.

“Na seqüência deveremos fazer um balanço da situação para verificarmos como será a retomada das operações. Entretanto, o mais importante para nosso segmento será pleitearmos junto ao Congresso Nacional reformas do marco legal referentes a elaboração de produtos que efetivamente atinjam a uma parcela maior da população, possibilitando a eles maior acesso a serviços privados de saúde no Brasil”.

Além dos questionamentos feitos por Paradeda, o presidente da Fenasaúde foi entrevistado por Sueli Santos, do CQCS; Kelly Lubiato, da revista Apólice; Boris Ber, do Programa Seguro; Paulo Kato, da revista Cobertura; e José Francisco Filho, da revista Seguro Total.

Confira o programa na íntegra clicando aqui.

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