“Essa modalidade Pay Per Use tem características muito negativas", diz CEO da HDI, Murilo Riedel

31.07.2020 - Fonte: Seguro Gaúcho

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O convidado desta edição do programa Mesa Redonda do Seguro, do CQCS, foi o CEO da HDI Seguros, Murilo Riedel. Na pauta do debate virtual, o impacto das mudanças no mercado, as ações realizadas durante a pandemia e a importância do atendimento digital no novo cenário.

O Mesa Redonda do Seguro foi inspirado no programa Roda Viva da TV Cultura, onde um convidado responde a perguntas feitas por jornalistas do setor. O time de entrevistadores foi formado Kelly Lubiato, da Revista Apólice; Paulo Kato, da Revista Cobertura; Sérgio Victor Guerra, da Seguro Nova Digital; Mauricio Gonçalves, da Revista Segurador Brasil; Ivanildo Sousa, da Agência SegNews; e Ivan Netto, jornalista do CQCS.

Gonçalves, da Revista Segurador Brasil solicitou que Riedel traçasse os principais movimentos da HDI por conta da pandemia, tanto em relação ao corretor de seguros como ao consumidor. O executivo respondeu que houve um comprometimento muito grande da empresa por conta da disseminação mundial da Covid-19.

“Nossa Companhia tem em seu DNA uma forte presença matemática e analítica que determinou o estabelecimento de parcerias junto a organizações e comunidades para auxiliar a sociedade. No começo de março fomos a primeira Seguradora do mercado que decidiu colocar 100% de suas operações em home office, pois já estávamos muito equipados com informações matemáticas sobre riscos e conseqüências, inclusive para acionar os recursos remotos e atender plenamente a nossos corretores”.

Netto do CQCS questionou a Riedel quais foram os aprendizados que a HDI, como um grupo global, pode antecipar para o Brasil. “Nosso grupo tem uma característica de gestão local muito grande. Os acionistas da HDI e a matriz da empresa, situada na cidade alemã de Hannover, nos apoiaram totalmente na condução das decisões e soluções que implementamos”.

Já Guerra, da Seguro Nova Digital, perguntou se para a HDI se manter entre as seguradoras top 5 do Brasil ela investirá no seguro de veículos Pay Per Use, que é uma nova tendência no mercado. “Essa modalidade Pay Per Use tem características muito negativas, como a tendência de o consumidor esquecer de ligar ou desligar o seguro e ficar sem a cobertura. O seguro de automóvel tradicional que considera o perfil do condutor leva em consideração uma série de características pessoais que já reflete de uma forma o percentual de uso do veículo”.

Kato, da Revista Cobertura, indagou sobre como foi a performance da HDI no primeiro semestre de 2020 em meio a pandemia, principalmente no segmento de automóvel. “O mercado teve um comportamento muito heterogêneo em termos de performance. No seguro de veículos nós tivemos reduções das freqüências de acidentes. Entretanto, as freqüências de roubo não apresentaram diminuição. Infelizmente no Brasil o roubo de carros é muito mais uma conseqüência dos índices de criminalidade do que um problema isolado. A pandemia trouxe uma redução de freqüências de acidentes em algumas regiões do país, como nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e nas capitais do norte e nordeste. E a justificativa é que as quarentenas foram mais rigorosas nessas cidades”.

Já Sousa, da Agência SegNews, indagou de que maneira a HDI se preparou e investiu para fazer o atendimento de sinistros, inclusive no aumento de risco em danos elétricos, no seguro residencial já que com o home office a sinistralidade deve ter crescido. Segundo Riedel, o impacto de menor exposição ao uso aconteceu bastante nos demais ramos, principalmente no seguro empresarial.

“Com a paralisação de lojas, comércios e indústrias logicamente que acaba por reduzir o risco de incêndios, por exemplo. Nos riscos residenciais não tivemos nenhum tipo de oscilação de sinistros por danos elétricos. O que tivemos de impactante foi o ciclone bomba em Santa Catarina que resultou em sete mil sinistros. Essa situação específica mostra para a sociedade que é melhor estar segurado, porque os riscos acontecem”.

Por fim a jornalista Kelly, da Revista Apólice, fez um questionamento a respeito de como a Seguradora está preparando o futuro do corretor de seguros para o período pós pandemia, tanto na parte de tecnologia como na parte humana. “No que diz respeito as ferramentas de tecnologia, os corretores já estavam preparados para atuarem no modo remoto, pois tinham boas conexões de internet e ferramentas de vídeo call. Contudo, temos agora um segundo passo da digitalização, que é você usar ferramentas de vendas mais eficientes do ponto de vista digital. Agora o que nossa Companhia quer é apresentar os ferramentais mais sofisticados aos corretores e treinar a utilização deles”.

 

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