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Cresce a demanda por seguros de rebanho

Muito comum em animais de elite e reprodutores de centrais de inseminação, o seguro pecuário tem se expand ...



Geral
8 de agosto de 2017

Muito comum em animais de elite e reprodutores de centrais de inseminação, o seguro pecuário tem se expandido a produtores de gado comercial e rebanhos puros. De acordo com Karen Matieli, da Denner Seguro de Animais, a adesão tem sido maior nesse período de crise, uma vez que os produtores querem garantir o retorno dos seus investimentos em genética, manejo e nutrição. “Não adianta eu melhorar o rebanho nesses aspectos e não ter nenhuma proteção caso os animais morram antes da hora”, destacou.

A executiva explica que os seguros cobrem desde mortes por doenças até as causadas por acidentes em geral, como asfixia; submersão; eletrocussão; incêndio; insolação; envenenamento; intoxicação; ingestão de corpo estranho; luta; ataque; picada ou mordedura de animais. Também são asseguradas mortes por parto ou aborto, no caso de fêmeas acima de 36 meses, e eutanásia determinada por um médico veterinário.

O investimento custa em média 4% do preço do animal, com base no sexo, raça, idade e região onde está a fazenda. Na modalidade rebanho, as taxas variam de 0,8% a 2,8%, de acordo com o risco apresentado à seguradora. A indenização cobre até 90% do valor total do animal, com limite de R$ 400.000, nos bovinos. “A procura tem sido maior por parte de pequenos e médios produtores, mas há casos de rebanhos de mais de 5.000 cabeças”, revelou Karen.

Outra cobertura muito utilizada é a de transporte, que é fechada a parte antes de cada viagem. A executiva relembra diversos casos de touros de central que sofreram acidentes em seu deslocamento para a coleta de sêmen e tiveram que ser sacrificados. “Se os donos desses animais não tivessem seguro, tomariam um prejuízo enorme”.

De acordo com Karen, a maior incidência de acionamento de sinistros é por morte em função de raios. A outra principal ocorrência é doença. Um dos únicos casos que não tem cobertura de seguros é o de roubos. Segundo Karen, isso acontece pelo fato de não ter como o produtor comprovar efetivamente o assalto/furto.





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