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Setor de seguros supera taxa da inflação e cresce cerca de 7%

Mesmo sem alcançar todo seu potencial de crescimento, o setor de seguros mostra um claro afastamento da cr ...



Geral
24 de julho de 2017





Mesmo sem alcançar todo seu potencial de crescimento, o setor de seguros mostra um claro afastamento da crise. Os ramos elementares, como automóvel, residencial e empresarial, estão evoluindo a uma taxa de 4 a 5% ao ano, valores influenciados fortemente pela queda de receita do DPVAT ocorrida nesse exercício. De acordo com os números da Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, publicação mensal assinada pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP); se retirado o ramo DPVAT da amostra, o número sobe para cerca de 7%.




O presidente do Sindicato, Alexandre Camillo, comenta que o seguro de pessoas cresce a, aproximadamente, 10% ao ano, o mesmo patamar do segmento de saúde. “Ou seja, em 2017, em termos de crescimento, podemos dizer que o setor de seguros vem superando a taxa de inflação quando comparado ao número de 2016", completa.

O segmento de capitalização foi um fenômeno análogo ao ocorrido em outros ativos populares da economia, como a caderneta de poupança, por exemplo, com mais saques do que depósitos, e uma taxa de crescimento baixa - R$7,9 bilhões -  frente aos números de 2016, que acumularam R$ 8,23 bilhões.

Por outro lado, nos últimos anos, o mercado de resseguro teve um comportamento bem mais favorável, com taxas positivas, superando inclusive a inflação, quando se faz uma análise de valores acumulados. Em 2016, as cifras alcançaram R$ 2,1 bilhões, já em 2017, o mercado faturou R$ 2,4 bilhões, 10% a mais do que o ano anterior.

Frente o crescimento geral do setor, de apenas 2% em 2016, a projeção para este ano é de crescimento de mais de 5%. Quando considerado os produtos das operadoras de saúde, a estimativa cresce para 9% nesse ano. Já os produtos VGBL têm alta no segmento, com taxas acima de 20% ao ano.

Corretagem em São Paulo

A progressão do setor refletiu na evolução constante da quantidade de corretores no Estado de São Paulo. Ao final de 2014, eram 36 mil; ao final de 2015, 38 mil; ao final de 2016, o total de profissionais foi de 40,3 mil. Em junho de 2017, esse número já está acima de 41 mil.

Em média, o mercado de seguros conta com dois mil novas empresas corretoras ou corretores, com uma taxa média de crescimento de 6% ao ano. "Esse comportamento crescente se justifica pelo maior interesse profissional da sociedade pelo segmento, o da distribuição de seguros. Ou seja, um sinal de vitalidade do setor", declara Camillo.






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