Geral
26 de maio de 2017
BR116 em Canoas e Camaquã, Av. Presidente Getúlio Vargas em Alvorada, RS118 em Sapucaia do Sul, RS040 em Viamão e RS239 em Sapiranga. Esses são os locais no Estado em que mais de 40% dos acidentes fatais envolvem motociclistas. O Detran/RS mapeou os trechos críticos, analisando dados de 2010 a 2016. O estudo foi apresentado na segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre Motociclistas, realizada nessa segunda-feira (22) na sede do Sest Senat, em Porto Alegre.
Foram 4.168 acidentes fatais envolvendo motociclistas no Estado de 2010 a 2016, ou 34% do total de 12.279 acidentes fatais no período, sendo que as motos representam hoje 17,6% da frota do Estado. Os dez municípios com maior número de acidentes com motociclistas coincidem com as maiores frotas e concentram 33% do total do Estado. Porto Alegre, Pelotas, Caxias, Rio Grande, Canoas, Santa Maria, Novo Hamburgo, Gravataí, Viamão e São Leopoldo registraram 1.369 acidentes com motos.
Em 13 municípios do Estado, as ocorrências envolvendo motos são mais de 40% do total de acidentes com mortes. Em pelo menos duas cidades, são mais da metade dos acidentes, chegando a 56% em Pelotas e a 50,2% em Novo Hamburgo (detalhamento dos números na apresentação em anexo).
Fatores de risco
As colisões somaram 63,6% dos acidentes fatais envolvendo motocicletas. Os finais de semana concentraram 40% dos acidentes, sendo que nas sextas-feiras já se verifica um aumento em relação aos dias da semana. As noites concentram o maior percentual de acidentes envolvendo motocicletas, e nas madrugadas de sábados e domingos tem-se 70% de incremento em relação às demais madrugadas.
Grupo de Trabalho
A partir do diagnóstico, o GT se dividirá em três subgrupos para estudar ações de enfrentamento desses problemas. Serão trabalhadas questões como a formação do condutor, relações trabalhistas, acidentalidade e sensibilização do público. O subgrupo Legislação e Profissionalização debaterá a regulamentação das atividades de motofretistas e mototaxistas no Estado. O subgrupo Formação e Qualificação vai debruçar-se sobre a formação dos motociclistas, propondo reformulações. Também caberá a esse grupo estudar a qualificação do motociclista profissional e das relações trabalhistas. O grupo de Estatística e Comunicação deverá produzir estudos sobre acidentes com motocicletas, fomentar pesquisas, fazer a divulgação das atividades do GT e produzir campanhas publicitárias.
O grupo de trabalho (GT) instituído pelo Detran/RS é composto por órgãos de trânsito, sindicatos patronais e de classe, Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST-SENAT) e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.
Com experiências positivas em grupos de trabalho voltados aos ciclistas e aos transportadores, o Detran/RS acredita que novo esforço interinstitucional, desta vez centrado neste público, poderá trazer resultados práticos para a redução dos acidentes. A próxima reunião ocorrerá durante a Transposul, entre 27 e 29 de junho.
26 de maio de 2017
BR116 em Canoas e Camaquã, Av. Presidente Getúlio Vargas em Alvorada, RS118 em Sapucaia do Sul, RS040 em Viamão e RS239 em Sapiranga. Esses são os locais no Estado em que mais de 40% dos acidentes fatais envolvem motociclistas. O Detran/RS mapeou os trechos críticos, analisando dados de 2010 a 2016. O estudo foi apresentado na segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre Motociclistas, realizada nessa segunda-feira (22) na sede do Sest Senat, em Porto Alegre.
Foram 4.168 acidentes fatais envolvendo motociclistas no Estado de 2010 a 2016, ou 34% do total de 12.279 acidentes fatais no período, sendo que as motos representam hoje 17,6% da frota do Estado. Os dez municípios com maior número de acidentes com motociclistas coincidem com as maiores frotas e concentram 33% do total do Estado. Porto Alegre, Pelotas, Caxias, Rio Grande, Canoas, Santa Maria, Novo Hamburgo, Gravataí, Viamão e São Leopoldo registraram 1.369 acidentes com motos.
Em 13 municípios do Estado, as ocorrências envolvendo motos são mais de 40% do total de acidentes com mortes. Em pelo menos duas cidades, são mais da metade dos acidentes, chegando a 56% em Pelotas e a 50,2% em Novo Hamburgo (detalhamento dos números na apresentação em anexo).
Fatores de risco
As colisões somaram 63,6% dos acidentes fatais envolvendo motocicletas. Os finais de semana concentraram 40% dos acidentes, sendo que nas sextas-feiras já se verifica um aumento em relação aos dias da semana. As noites concentram o maior percentual de acidentes envolvendo motocicletas, e nas madrugadas de sábados e domingos tem-se 70% de incremento em relação às demais madrugadas.
Grupo de Trabalho
A partir do diagnóstico, o GT se dividirá em três subgrupos para estudar ações de enfrentamento desses problemas. Serão trabalhadas questões como a formação do condutor, relações trabalhistas, acidentalidade e sensibilização do público. O subgrupo Legislação e Profissionalização debaterá a regulamentação das atividades de motofretistas e mototaxistas no Estado. O subgrupo Formação e Qualificação vai debruçar-se sobre a formação dos motociclistas, propondo reformulações. Também caberá a esse grupo estudar a qualificação do motociclista profissional e das relações trabalhistas. O grupo de Estatística e Comunicação deverá produzir estudos sobre acidentes com motocicletas, fomentar pesquisas, fazer a divulgação das atividades do GT e produzir campanhas publicitárias.
O grupo de trabalho (GT) instituído pelo Detran/RS é composto por órgãos de trânsito, sindicatos patronais e de classe, Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST-SENAT) e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.
Com experiências positivas em grupos de trabalho voltados aos ciclistas e aos transportadores, o Detran/RS acredita que novo esforço interinstitucional, desta vez centrado neste público, poderá trazer resultados práticos para a redução dos acidentes. A próxima reunião ocorrerá durante a Transposul, entre 27 e 29 de junho.
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