15 de agosto de 2016
Em tempos de forte instabilidade econômica, o mercado de seguros tem contribuído de forma significativa para ajudar as pessoas e as empresas a suportarem os efeitos da crise. Prova disso é que o valor médio diário injetado pelo setor na economia, sob a forma de indenizações, benefícios ou sorteios, já chega a R$ 627 milhões.
Se forem considerados apenas os dias úteis, quando as indenizações de fato são pagas, essa média sobe para R$ 867 milhões. Avançando um pouco mais nessa conta, é possível verificar que, de 2ª a 6ª feira, a cada 60 minutos, saem dos cofres das seguradoras mais de R$ 36 milhões para repor o patrimônio, reparar danos, assegurar a continuidade dos negócios ou garantir um futuro melhor para o futuro das pessoas.
Esses cálculos têm como base os dados divulgados pelo presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg); Marcio Coriolano, ao apresentar para a imprensa o Programa Educação em Seguros, nesta quarta-feira, em São Paulo. “No ano passado, as indenizações somaram R$ 229 bilhões, o que equivale a uma vez e meia o PIB do Uruguai”, revelou Coriolano.
Ocorre, porém, que a sociedade e o próprio Governo demonstram ter pouco conhecimento sobre a real dimensão do mercado de seguros. Daí, a importância do programa. “Queremos disseminar o conhecimento sobre seguros. Esse é o nosso maior desafio”, frisou o presidente da CNseg, acrescentando que outra meta estabelecida é a redução de 5% a 10%, por ano, das reclamações dos consumidores até 2020.
Ele demonstrou otimismo quanto ao crescimento do setor nos próximos anos, diante da maior e melhor informação do público e também em decorrência do fato de haver uma sub-penetração do seguro no País. “O prêmio per capital é de apenas R$ 1,742, o 44º do ranking mundial. No Brasil, menos de 25% da população tem planos de saúde e somente 26% dos veículos e 14% de residências estão cobertos pelo seguro”, assinalou.
O programa engloba 21 “ações transformadoras”, nas mais variadas frentes, incluindo a realização de eventos variados, games interativos, campanhas na mídia, pesquisa de mercado, simuladores financeiros, publicação de cartilhas e até cursos para aprimorar ainda mais os canais de distribuição. Já para setembro, está prevista o lançamento de uma rádio web, além de ações mais incisivas nas redes sociais.
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