3 de agosto de 2016
Em apenas seis meses, o Brasil perdeu o equivalente R$ 74,85 bilhões por conta de acidentes graves no trânsito. É o que mostra um levantamento do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES); da Escola Nacional de Seguros. Esse é o impacto econômico decorrente dos 15.470 casos de invalidez permanente e a morte de 21.496 pessoas em decorrência de colisões e atropelamentos. Os dados têm como base as estatísticas do DPVAT, o seguro obrigatório.
De acordo com a CPES, no primeiro semestre de 2015, foram 22.395 mortes e 27.224 casos de invalidez permanente, que acarretaram um prejuízo de R$ 100,47 bilhões. Em São Paulo, foram registrados 906 casos de invalidez permanente (-67%) e 3.150 mortes (-12%) no trânsito de janeiro a junho deste ano. O impacto econômico chegou a R$ 12,19 bilhões.Houve redução dos números em relação ao primeiro semestre de 2015, quando foram registradas 22.395 mortes e 27.224 casos de invalidez permanente. Estes acarretaram prejuízo de R$ 100,47 bilhões. De um ano para outro, a redução de casos foi 4% e 43%, respectivamente.
“A violência no trânsito ainda é uma tragédia de proporções épicas, com forte impacto social e econômico. Os acidentes representam um custo muito alto para o país. É necessário criar uma cultura de responsabilidade ao volante, com ações permanentes de educação e de fiscalização para mudar essa realidade trágica", destacou, em nota, Claudio Contador, diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, da Escola Nacional de Seguros.
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