29 de junho de 2016
Com cenário de desemprego crescente, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estima que, neste ano, cerca de 3 milhões de usuários devem perder o convênio. Do total, 1,6 milhão já ficou sem o serviço em 2015, segundo a Federação dos Hospitais, Clínicas e laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp). Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam a retirada de 788 mil clientes somente nos cinco primeiros meses de 2016, a maioria proveniente de planos empresariais e por conta de demissões. Enquanto isso, as operadoras apostam na gestão para segurar a carteira de associados.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informa que a recomendação tem sido as empresas fidelizarem o cliente. “Nesse cenário, os planos de saúde priorizam uma gestão ainda mais equilibrada dos recursos, a fim de manter a qualidade de atendimento. Essas medidas buscam além da fidelização o ganho de mais clientes. Os gestores sabem que, nesses momentos de incertezas econômicas, os planos de saúde são mais testados e exigidos pelos consumidores”, diz, em nota. O Brasil possui hoje 48,6 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares, segundo a ANS.
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