4 de maio de 2016
No país que, em apenas um ano, perdeu 1,553 milhão de empregos, o setor de planos de saúde suplementar viu sair pela porta da frente 1,330 milhão de pessoas beneficiadas pela rede de clínicas e hospitais privados. O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS); entidade privada que faz estudos para o setor com a base de informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); avisa que, do jeito que a economia está, o bicho vai pegar ainda mais neste ano trágico de 2016.
O problema é que o demitido de hoje, ao entregar a carteirinha do plano de saúde no setor de pessoal, amanhã entra na fila do SUS explodindo a conta da saúde dos governos estaduais. Pernambuco, que em 2015 viu 99 mil empregos irem para o espaço, já viu crescer o número de gente nas filas das UPAS, Upas Especialidades e dos demais hospitais do Estado.
Seria muito bom se as contas do setor público estivessem bem, obrigado. Mas elas não estão. Entre 2007 e 2015, Pernambuco entendeu de subir os gastos com a Saúde dos 12% da sua RCL para 16% por conta e risco. Foi bom, mas agora a conta ficou pesada demais com a queda das receitas. Imagina a pressão das famílias dos desempregados agora na porta dos postos do SUS?
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