5 de abril de 2016
Seguradoras brasileiras cederam mais de 10 bilhões de reais a resseguradoras em 2015, representando um crescimento de 12%
“Não podemos omitir que o Brasil vive momentos bastante complexos, que atingem indistintamente todos os setores da economia brasileira, colocando vários desafios também para o mercado segurador. Mas é justamente nesse momento que a missão, natureza, objetivos e propósitos do setor de seguros e resseguros podem contribuir ainda mais para a recuperação da economia e proteção dessa imensa legião de brasileiros que precisa preservar seu patrimônio, vida e saúde”.
Essa foram as palavras que marcaram a fala do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, durante a abertura do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que teve início hoje, dia 5, no Hotel Sofitel, em Copacabana, reunindo mais de 400 representantes do mercado segurador e ressegurador brasileiro.
Marcio também apresentou alguns números do mercado ressegurador que demonstram sua resiliência à crise, à semelhança do setor segurador. Em 2015, disse ele, o volume de seguros cedidos pelas seguradoras brasileiras foi de 10 bilhões e 100 milhões de reais, representando um aumento de 12% em relação ao ano anterior, sendo que mais de 60% desse montante foi colocado em resseguradoras locais.
E ainda há espaço para mais crescimento, de acordo com o presidente da CNseg, que lembrou das oportunidades que podem ser exploradas nos ramos ligados à infraestrutura, por meio da ampliação do seguro garantia, e no seguro saúde devido ao aumento do valor das indenizações cobradas às operadoras. “O seguro rural, a partir da prevalência da política agrícola no Brasil, certamente é outro que merecerá uma atenção especial por parte dos resseguradores”, disse ainda.
Também compondo a mesa de abertura do evento, o superintendente da Susep, Roberto Westemberger, lembrou que, entre as várias funções do resseguro está a de ser a ser locomotiva da indústria de seguros no sentido do desenvolvimento de novos produtos. E falando sobre novos produtos, Westemberger cobrou a criação de alguns para atender ao mercado de longevidade de fundos de pensão, que é de torno de 20 bilhões de reais e já possui todo o aparato regulatório necessário.
Westemberger ainda aproveitou a oportunidade para falar sobre o seguro auto popular, cuja norma que libera a comercialização foi aprovada na semana passada. “Há um ou outro detalhe que ainda não está perfeito, mas vamos corrigir para que atinja o que foi pensado e atenda uma parcela da população que precisa de proteção para suas necessidades e não tem condição de pagar o preço oferecido por uma apólice tradicional, que utiliza sempre peças novas.”
O 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro prossegue hoje à tarde e amanhã, debatendo questões estratégicas, com a apresentação de temas correntes que estão em evidência nos diversos mercados ao redor do mundo.
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