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Um de mil ou dez de cem?

Leia a coluna do consultor financeiro Álvaro ModernellNos anos 80 a música Décadence Avec Élégance, do roq ...



Geral
4 de abril de 2016

Leia a coluna do consultor financeiro Álvaro Modernell


Nos anos 80 a música Décadence Avec Élégance, do roqueiro Lobão, fez sucesso com um refrão que representa uma dúvida que acompanha a humanidade: melhor viver dez anos a mil ou mil anos a dez? Mais recentemente, o grupo Oriente trouxe a mesma questão à tona, em sua música Hoje Eu Me Sinto Tão Bem: viver cem anos a mil ou mil anos a cem?


É uma dúvida que surge também na hora de criar reservas financeiras por meio de títulos de capitalização. O que é melhor, comprar títulos de valor maior ou diversificar os recursos em mais títulos, de menor valor?


Tudo depende do perfil e do objetivo. Há quem se seduza pela possibilidade de grandes prêmios, às vezes milionários. Gente que sonha com valores distantes da sua realidade, que somente por meio de premiação, sorteios ou loterias seriam “sonháveis”. Esses preferem títulos de maior valor, que geralmente oferecem menor quantidade de prêmios, mas, em compensação, prêmios de valores mais elevados.


Quem prefere subir degraus aos poucos e escolhe títulos de capitalização como instrumento de poupança e acúmulo de capital, deve considerar a diversificação. Com o mesmo valor distribuído em maior quantidade de títulos, aumentam proporcionalmente as chances de ser sorteado. Obviamente que o valor da premiação, por título, tende a ser menor. Como escolher, então?


O brasileiro em geral não costuma ler contratos, analisar cláusulas, comparar condições. Isso deveria mudar. Espera-se que a educação financeira contribua para essa mudança de hábito. Ao invés de simplesmente escolher “a” ou “b”, aleatoriamente, o ideal seria consultar e analisar a relação percentual dos volumes destinados à premiação entre uma série ou outra, dos títulos que estejam em dúvida, assim como eventuais tarifas e outras taxas. Escolhas conscientes fazem parte dos índices de satisfação dos consumidores. O inverso, claro, também acontece.


Com um universo imenso de consumidores de títulos de capitalização, cerca de 17 milhões de clientes, é claro que a diversidade de perfis é enorme. Da mesma forma, as ações de esclarecimento precisam ser diversificadas. Quanto mais bem informados e conscientes, maior a satisfação dos consumidores. Melhor para a indústria de capitalização. Todos ganham.


Sobre a pergunta do título? Bom lembrar que existem, ainda, alternativas intermediárias, como dois de quinhentos ou quatro de duzentos e cinquenta... O importante é fazer escolhas que deixem o cliente satisfeito.


E você, o que prefere: uma chance em um milhão para ganhar R$ 1 milhão, dez chances em um milhão para ganhar R$ 100 mil, ou uma chance em cem mil, para ganhar R$ 100 mil? Pense nisso ao comprar seus próximos títulos.
Boa sorte!





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