3 de abril de 2016
Proteger empresa contra incêndio, por exemplo, custa a partir de R$ 1,3 mil
De janeiro de 2015 até o dia 29 de março, o CMB (Comando Metropolitano de Bombeiros) registrou 289 atendimentos de incêndio em estabelecimentos comerciais e residenciais de Campo Grande e região. Muitos empresários viram sua fonte de renda acabar em chamas e agora têm que começar do zero. Os seguros são uma boa opção para quem quer evitar perdas e custam a partir de R$ 1.300.
Para não entrar nesta estatística, o empresário Clair Assunto Smaniotto, que tem uma indústria de metalurgia há cinco anos, fez seguro em quase todo seu patrimônio e desembolsou R$ 2.646 para isso. Segundo ele, o valor desembolsado sempre vale a pena.
“Fiz cerca de cinco seguros que englobam diversos tipos de incidentes que possam ocorrer na minha empresa, e o valor pago é bem abaixo do que será assegurado, por isso, compensa. Em casos de incêndio, raios e trovões, minha cobertura é de R$1,5 milhão, por exemplo". Clair conta que se fizesse uma apólice apenas para incêndio iria pagar R$1.300.
Ele conta que, por causa da chuva, sua empresa ficou destelhada e por isso teve de usar o seguro. “Precisei e foi super rápido. Fiz o laudo, coloquei o valor que gastaria com material e mão de obra e pronto. Esta é a segunda vez que utilizo, da outra minha casa estava arrombada”.
O corretor de seguros Antônio Natal de Oliveira explica que para chegar ao cálculo do valor que será indenizado ao cliente caso aconteça um incêndio, por exemplo, é preciso levar em conta o valor que será gasto para o prédio ser reconstruído, a mercadoria que ele tem na empresa e a decoração.
“Para tudo se há um custo que deve ser bem calculado. No caso do imóvel, deve ser levado em consideração o valor que será para reconstruir e não o de mercado, que geralmente é superior, explica o corretor de seguros.
Na parte da contabilidade é preciso verificar o que há no estoque e não o que foi investido, já na decoração é preciso avaliar o quanto foi investido em móveis, carpetes e outras instalações que são parte da decoração da loja”.
Segurança - Há 46 anos no mercado, Antônio fala que o número de seguros tem aumentado no país, e que por este motivo o valor está mais baixo do que há alguns anos.
“As pessoas estão percebendo que vale a pena. Claro que sempre haverá um prejuízo que não conseguirá ser coberto, como o tempo que a empresa ficará fechada para se restabelecer”. O corretor afirma que os seguros possibilitam fazer contratações de cobertura de risco. "Isso engloba desde seguro de vida, carro, até celular".
Ele explica que quando o cliente precisa usar a indenização, a apólice é liquidada. Em casos que o valor utilizado foi parcial, ele terá aquela diferença até o fim do contrato, que em segmentos como esse, sempre são de 12 meses.
“Quanto mais gente faz seguro no país, maior o aumento de receita da seguradora. Como o índice de indenização não cresce proporcionalmente, o valor cobrado consegue ser mais acessível”. Segundo ele, o seguro de carro é ainda o mais procurado pelos campo-grandenses”.
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