26 de fevereiro de 2016
Segundo especialista, deve ficar provado que motorista não agravou o risco. Se alagamento ficar acima do painel do veículo, indenização é integral.
A maioria dos seguros cobre os danos causados nos veículos pelos chamados desastres naturais, mas tem um detalhe: o motorista não pode ter contribuído para aumentar o risco. É bom saber dessas informações já que a chuva que tem caído, principalmente durante a tarde, pega muita gente de surpresa.
Chuva forte e direção, uma combinação que traz péssimas lembranças para a cantora Nathali Silva Jardim. No último dia 15, a motorista teve um grande susto quando enfrentou um alagamento no caminho de casa. “Entrou água no meu escapamento e o carro começou a falhar. Tive que levar na oficina para regular”. Apesar dos danos provocados no carro, ela não acionou o seguro. “Minha franquia custa R$ 1.200,00. Preferi fazer por fora, porque saiu mais barato.”
O corretor de seguro Akira Momoi explica que alagamentos, vendavais, queda de árvores e chuva de granizo são considerados desastres naturais e que todos os seguros regulamentos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep); orgão que regulamenta todas as seguradoras, cobrem essas situações. “Num alagamento parcial, tem que ver o valor do conserto para ver o valor da franquia. Quando o alagamento é acima do painel, normalmente a indenização é integral ou 75% do valor do veículo. São diversas clausulas que é sempre bom o cliente ter conhecimento”, explicou Momoi.
O corretor diz que para evitar dor de cabeça em caso de desastres naturais, alguns cuidados precisam ser tomados. “Em locais onde há registro de enchentes, a pessoa não deve tentar atravessar. Também é preciso evitar estacionar em locais onde há placas que informam sobre risco de alagamento.”
O advogado Olavo Câmara explica que o seguro não é obrigado a pagar nada se o motorista provocar o risco de danificar o carro em uma enchente. “Mas direito é prova, então a seguradora tem que provar que aquele motorista correu o risco. Há outros casos, se uma árvore estiver pendente e por falta de poda cair no carro, a Prefeitura tem que pagar.”
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