16 de fevereiro de 2016
IPCA pode fechar ano em 7,61% e economia ter retração de 3,33% desta vez
O poder de compra dos salários continuará a ser corroído, se confirmada a nova projeção de inflação do mercado financeiro divulgada na pesquisa Focus do Banco Central (BC). Revista para a sétima vez consecutiva, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 7,56% para 7,61%. Para 2017, a estimativa permanece em 6%, de acordo com o boletim Focus. Em consequência, as estimativas de inflação continuam distantes do centro da meta, de 4,5%, superando o teto de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.
Apesar da inflação alta, as instituições financeiras não esperam mais alta da taxa Selic, tendo em vista a retração da atividade econômica. A projeção da taxa permanece em 14,25% ao ano, há duas semanas. Em 2017, espera-se redução da taxa Selic, ainda que a projeção tenho sido ajustada de 12,50% para 12,75% ao ano.
A taxa Selic serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Para cima, o BC busca conter o excesso de demanda que pressiona os preços; para baixo, barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
Na família dos IGP, a pesquisa traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI); que subiu de 7,72% para 7,98% este ano. A estimativa para 2017 segue em 5,50%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M); a estimativa passou de 7,29% para 7,72% este ano, e permanece em 5,50% em 2017.
No caso da estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe); houve alteração de 7% para 7,04% em 2016, e de 5,30% para 5,40%, no próximo ano.
As instituições financeiras projetam queda do Produto Interno Bruto (PIB); a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 3,33%, este ano, na quarta piora seguida. A estimativa anterior era 3,21%. Para 2017, as instituições financeiras esperam por uma recuperação da economia, mas a projeção de crescimento está cada vez menor. No quarto ajuste seguido, a estimativa de expansão foi alterada de 0,60% para 0,59%.
Chama também atenção a projeção para o dólar, alterada de R$ 4,35 para R$ 4,38 ao fim de 2016, e segue em R$ 4,40 ao fim de 2017.
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