8 de dezembro de 2015
Segundo a FENACOR, melhora de “humor” dos executivos do setor pela redução de pautas ‘bombas’ no Congresso Nacional ajudaram na recuperação no índice do mês
Em novembro, o ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras) teve alta, pelo segundo mês consecutivo, passando para 71,6, uma variação positiva de 10,2% em relação ao valor de outubro (65,0). O percentual calculado a partir de pesquisa realizada pela FENACOR (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros) ainda é inferior ao apurado há 12 meses (84,3); mas mostra que as seguradoras estão mais otimistas em relação a rentabilidade e ao faturamento, além da expectativa do mercado. O estudo revela ainda que 69% e 53% das empresas acreditam que o panorama melhorou e que não haverá piora, respectivamente.
De acordo o presidente da FENACOR, Armando Vergilio, dois fatores contribuem para a melhoria dos índices.
– O mercado de seguros tradicionalmente apresenta resultados mais favoráveis no último bimestre do ano, o que ajuda a melhorar o “humor” dos executivos do setor -, acredita Armando Vergílio, presidente da FENACOR.
Ele acrescenta que, além disso, embora persista o cenário de instabilidade, o Governo obteve alguns avanços no ajuste fiscal.
– Há menos pessimismo porque houve algumas conquistas no Congresso Nacional, mesmo que ainda tímidas, como a redução do número de pautas-bombas no Congresso Nacional – assinala Armando.
Para a pesquisa da FENACOR, foram entrevistas 100 grandes empresas do setor, que optaram por percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. Também foram apurados outros três indicadores: ICSS (de confiança do setor de seguros no Brasil); ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras). Todos números tiveram alta, depois de meses em queda.
Corretoras e resseguradoras: economia, rentabilidade e faturamento
O balanço também apurou informações com corretoras e resseguradoras com relação a suas expetativas sobre o futuro da economia. Os resultados apontam para um pessimismo geral. Destas, 65% das corretoras e 63% das resseguradoras esperam que o crescimento da economia seja pior ou muito pior, pelos próximos seis meses.
A pesquisa mostra ainda que 60% das corretoras e 64% das resseguradoras também estão pessimistas em relação a rentabilidade dos negócios. E quanto ao faturamento, 55% das corretoras acreditam em quedas nos próximos seis meses. Entre as resseguradoras, o percentual é de 36%.
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