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Corretor de seguros: Supersimples traz alívio em tempos de crise

Pesquisa da Fenacor sobre o perfil das corretoras  de seguros no Brasil revela que 44% das empresas pagarã ...



Geral
21 de outubro de 2015

Pesquisa da Fenacor sobre o perfil das corretoras  de seguros no Brasil revela que 44% das empresas pagarão despesas fixas com a economia gerada pelo regime tributário.

A  segunda edição do Estudo Socioeconômico das Empresas Corretoras de Seguros (ESECS); organizado pela Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada e das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros); é o resultado de coleta de informações com 1954 empresas de todo o Brasil para traçar um perfil das corretoras brasileiras, suas expectativas de crescimento para o futuro e também suas principais ferramentas de trabalho no dia a dia, como o uso de tecnologia e redes sociais.

Para o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, as informações obtidas favorecerão a análise de medidas em defesa do setor que concentra 30 mil empresas em todo o Brasil. “Estamos falando de quase 140 mil empregos em todo o país e da base dos negócios, de quem capta o cliente. O ESECS possibilita a visão da estrutura de trabalho do mercado, que é responsável por 4% do PIB Nacional e cresceu 4,6% no primeiro semestre de 2015, comparado a igual período de 2014, com faturamento de 47,5 bilhões de reais”, comenta.

Supersimples traz alívio em tempos de crise

A pesquisa da Fenacor apurou  que 85% das corretoras de seguro do país aproveitaram a mudança na lei e aderiram ao Supersimples. A alteração foi tão vantajosa que 44% dos ouvidos pagarão suas despesas fixas apenas com a economia gerada pela adesão ao novo regime tributário.

As corretoras de seguros puderam aderir ao Supersimples a partir de janeiro de 2015. Desde então, a economia média mensal, que varia de acordo com o faturamento e a cidade da empresa, tem sido em média de 8% sobre o valor dos impostos totais pagos. Há casos de cargas tributárias reduzidas de 17% para 6,21%.

Centro-Oeste otimista, Sudeste pessimista Quando questionados sobre suas expectativas em relação do futuro, as corretoras do Centro-Oeste do país estão mais otimistas. Enquanto a média nacional de expectativa de crescimento acima de 30% está em 16%, no Centro-oeste o número chega a 23%. Enquanto isso, 25% das empresas do Sudeste acreditam em crescimento menores de 10%.

Pequenas e médias corretoras concentram 48% do faturamento

35% das corretoras do país faturam entre R$ 15 mil e R$ 60 mil reais mensais.  Sendo que, 22% da receita total do setor está concentrada na faixa de faturamento até 60 mil reais mensais. Este número, somado ao das empresas que ganham até 120 mil reais (18%); concentrada 48% do faturamento.

Perfil de empresa familiar

Segundo o ESECS, uma corretora típica tem, em média, quatro funcionários, o que corresponde a 66% das entrevistadas. A equipe é composta por familiares no apoio e um  corretor credenciado.

Setor ainda depende dos seguros de veículos

Quando o questionamento diz respeito a participação das carteiras, o seguro de automóvel responde por 57% da receita. Em corretoras menores (até R$ 15 mi mensais); este número chega a 70%. Com a quedas sucessivas  nas vendas de carros novos, este é um número de alarmante, que demonstra a necessidade do setor em negociar novos produtos. Na sequência da carteira de produtos, estão os chamados ramos elementares (residencial, empresas, etc) 15%; Vida 11%; e Saúde 8%.

Para crescer: vender mais para os clientes atuais

O cliente que já faz parte da carteira da empresa é a chave da estratégia de crescimento. 78% das corretoras acreditam que o sucesso está na venda de produtos diferenciados para quem já faz negócios com a empresa. Ampliar a carteira de clientes também é citada por 71%; assim como investir na qualificação da equipe 62%.

Redes sociais: tecnologia para manter contato com clientes

55% das empresas tem uma página no Facebook  e fazem uso de redes sociais como ferramentas de marketing, comunicação e negócios. Estas ações são opções de baixo custo de manutenção e alto poder de interação com a carteira de clientes.

Quanto a ferramentas de vendas online, as empresas ainda são tradicionais. Apenas 35% têm este tipo de canal. Esta característica se explica no fato de que o consumidor de seguros também resiste a vendas online, optando pelo contato pessoal com o corretor.

As corretoras assumem ações de sustentabilidade. No estudo, 82% delas disseram digitalizar seus documentos. Esta ação também é diferencial para a redução de custos fixos.





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