31 de agosto de 2015
A indústria de seguros segue com projeções positivas, mesmo com o cenário de retração esperada da economia na casa dos 2%. De janeiro a junho de 2015, o faturamento do setor, descontado o segmento de saúde complementar, registrou crescimento de 16% em comparação a igual período de 2014, conforme dados da “Carta de Conjuntura do Setor de Seguros”.
De acordo com a publicação, que é assinada pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) e traz um mapeamento mensal do mercado de seguros, o desempenho setorial tem sido ancorado, em boa parte, nas evoluções dos VGBL (incluindo Previdência) e do resseguro, que apresentaram expansão de 29% e 46%, respectivamente.
O documento ressalta também que há pontos de alerta, como a evolução de apenas 3% nos ramos elementares, também nos seis primeiros meses do ano. Ainda assim, existem pilares sólidos, com motivos para otimismo no médio e longo prazo. O setor está saudável em termos de solvência, com boas margens de rentabilidade das seguradoras.
Em análise do contexto, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, avalia que o mercado de seguros tem a seu favor uma força de vendas dinâmica e capilarizada, formada por mais de 70 mil corretores de seguros em todo o país, cujo esforço e perfil empreendedor é um dos pontos-chave para expansão do setor. “É a hora de manter o foco e exercitar a resiliência para que possamos atravessar o momento atual e estarmos aptos para retomar crescimento robust o e sustentável”, afirma Camillo.
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