16 de julho de 2015
No mercado segurador do Rio Grande do Sul, não há quem não conheça a secretária da diretoria do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS). Funcionária da entidade há 16 anos, Cátia Magalhães Esteves é daquelas pessoas que se destacam pela discrição, seriedade e competência. Dessas que não fogem de um bom desafio e enfrentam com coragem as situações complicadas impostas pelo dia a dia, principalmente quando a questão envolve um grande evento.
Mas não se engane, por atrás da expressão séria, há uma mãe carinhosa e uma pessoa com grande senso de humor. Sem dúvidas, uma amiga para todas as horas e uma profissional que qualquer um gostaria de ter em sua equipe. Formada em relações pública, Cátia nasceu em Pelotas e é casada há 16 anos com Jéferson Righetto, com quem tem um filho, o pequeno Otávio, de seis anos. Ela é a convidada desta quinta-feira (16/07) do Papo 10, quadro do Seguro Gaúcho criado com o objetivo dar voz aos personagens do setor, em um bate-bola leve e descontraído. Confira!
Seguro Gaúcho: Como foram a tua infância e a tua juventude?
Cátia: Tranquila. Minha família é de classe média-baixa, mais pra baixa, é verdade, (risos); e para meus pais sustentarem quatro filhos que sempre estudaram em escola particular, eles precisaram ser muito criativos para ter grana. Eu e meus irmãos também sempre ajudamos na organização da casa. As tarefas eram dividas e, desde cedo, aprendi que, além dos direitos de ser criança e brincar (e eu brinquei muito); sempre temos nossos deveres. Isso foi muito bom para nosso desenvolvimento e amadurecimento.
Seguro Gaúcho: E o teu início no mercado de trabalho?
Cátia: Meus pais deixaram claro que garantiriam nossos estudos até o ensino médio. Universidade seria por conta de cada um. Pensando em sair do colégio e arrumar um trabalho para continuar pagando meus estudos, fiz o curso de técnico contábil que, quase 30 anos atrás, me garantiu um trabalho bem rápido. Iniciei em banco, depois trabalhei em empresa de administração hospitalar, mas vi que a área contábil não era meu perfil. Após pesquisar o mercado e buscar aconselhamento, encontrei o curso de Relações Públicas, que é um administrador da comunicação. Tem contato com diversas áreas da empresa e minha experiência administrativa me ajudou mudou. Iniciei o curso na Unisinos, consegui estágio na área de marketing e, aos poucos, fui direcionando minhas atividades para área de comunicação e eventos. Tive a vantagem de trabalhar em pequenas empresas, em que se aprende um pouco de tudo. Só não me especializei na área de comunicação porque não tive condições financeiras de concluir o inglês e fazer uma pós graduação. E o mercado exige cursos e idiomas e o profissional tem que ser jovem. É complicado. Trabalhei em duas entidades de classe (Federasul e Fiergs) antes de entrar para a equipe do Sincor-RS, o que direcionou meu currículo para a vaga disponível no Sindicato, onde estou há 16 anos.
Seguro Gaúcho: Por que escolheste essa carreira?
Cátia: Gosto de lidar de pessoas, desde o tempo do banco. O que eu mais gostava era o atendimento ao público. Atuo como secretária de diretoria, mas trabalho muito na área de eventos, da qual gosto muito! Pesquisar o que o mercado precisa, buscar temas e palestrantes, selecionar o espaço, a alimentação, os fornecedores. Dá trabalho, mas o resultado é imediato. Quando o evento começa é pura adrenalina e quando se cumpre os objetivos e expectativas dos participantes é muito bom. Eu esqueço o cansaço e o estresse, porque o que importa é o resultado.
Seguro Gaúcho: O que pretendes estar fazendo daqui a 10 anos?
Cátia: Nos tempos bicudos em que vivemos, daqui há 10 anos espero continuar trabalhando e que este momento difícil do país tenha sido superado. Tenho muita fé na nova geração e espero que eles consigam corrigir as bobagens que gerações anteriores fizeram. Gosto do trabalho que faço e aprendi muito aqui no Sincor-RS, mas novas oportunidades sempre serão bem vindas. Acho que mudanças são positivas tanto para a empresa como para o profissional. Evita a acomodação e a mesmice. Com mais 12 anos de trabalho poderei me aposentar, mas não me vejo dentro de casa. Não tenho perfil para rotina doméstica. Talvez entre com a aposentadoria e me dedique a trabalho comunitário com crianças e animais. Amo cachorros!
Seguro Gaúcho: Qual é a tua maior qualidade e o que tu acreditas que ainda precisa melhorar?
Cátia: Acredito que sou bastante organizada e persistente. Preciso diminuir a memória para ressentimentos. Quando recebo uma ofensa ou me sinto injustiçada por alguém, guardo aquele sentimento de revidar a ofensa. Isso não é legal e não me acrescenta nada. Estou me esforçando para melhorar.
Seguro Gaúcho: O que desperta o teu lado consumista? Por quê?
Cátia: Bijuterias! Adoro anéis grandes, brincos, pulseiras. Enfim, tenho que me cuidar para não ficar tipo árvore de Natal.
Seguro Gaúcho: Quais são o teu livro e o teu filme preferidos?
Cátia: O livro é a Mão de Fátima, do Ildefonso Falcones, que fala sobre a intolerância religiosa sobre católicos e muçulmanos. É muito bem escrito, parece um filme de ação.
Filme já vi tantos. É difícil escolher um, pois são diversos temas e focos. Ultimamente tenho visto mais séries, como Games of Thrones e House Of Cards. Dos últimos filmes que vi destaco O céu é de verdade, com meu ator favorito Greg Kinnear.
Seguro Gaúcho: Como e pra onde seria a viagem dos sonhos?
Cátia: Viajar já é muito bom! Adoro o nordeste brasileiro, mas, se é pra sonhar, gostaria de conhecer a Europa, principalmente Alemanha, Itália e Espanha.
Seguro Gaúcho: Quem é a pessoa que tu mais admiras no mercado gaúcho de seguros?
Cátia: Admiro muito o Dr. Antônio Penteado de Mendonça, como profissional competente e como uma pessoa extremamente inteligente. Leio seguidamente as crônicas que ele escreve. Tive a oportunidade de conversar com ele nas últimas duas edições do Encor realizadas pelo Sincor-RS e, como toda a pessoa realmente importante e competente, ele é extremamente simpático e simples. Aprendi isso em quase 50 anos de vida: quem realmente é importante não precisa provar e desfazer dos outros. Ele se garante! Conheço algumas autoridades e altos executivos que são assim, mas infelizmente não são a maioria.
Seguro Gaúcho: Podes contar alguma história curiosa que tenhas passado no mercado de Seguros?
Cátia: Na organização de eventos já tive várias emoções! Teve uma vez em que um mediador simplesmente não apareceu em um Encor e tivemos que improvisar. Aliás, ele foi muito bem substituído pelo senhor Celso Marini.
Outra vez uma participante de um evento teve problema de saúde com um familiar e pediu a forma mais rápida para sair do evento. Eu fui com ela até a frente do hotel e chamei um táxi. Ela perguntou se o evento pagaria o táxi. Achei melhor fazer de conta que não tinha escutado!
Em 2013, devido ao incêndio em um salão da Sogipa, mudamos o evento para o Grêmio Náutico União. Quando estávamos com tudo alterado e iríamos iniciar a divulgação, o corpo de bombeiros decidiu não aprovar a estrutura do local. Tivemos que mudar tudo de novo, mas, no final, deu tudo certo. A festa foi realizada no Leopoldina Juvenil, só tivemos que reduzir o evento, considerando o espaço disponível.
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