24 de junho de 2015
No mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comentou, em coletiva para a imprensa, nesta quarta-feira (23/06); a possibilidade de o Governo realizar a abertura do capital do IRB Brasil RE, visando a gerar receitas para o Tesouro, surgiu a informação, segundo o Broadcast, de que o Itaú Unibanco estaria cogitando a hipótese de deixar o bloco de acionistas controladores da resseguradora., já que vem continuadamente se desfazendo de ativos do setor. O Governo espera arrecadar até R$ 4 bilhões com o IPO na resseguradora.
Atualmente, além da União, fazem parte da composição acionária do IRB, a BB Seguros Participações S.A., a Bradesco Auto Re Companhia de Seguros, a Itaú Seguros S.A., a Itaú Vida e Previdência S.A. e o Fundo de Investimento em Participações Caixa Barcelona. Juntos, tais acionistas detêm mais de 90% do capital social da empresa.
O IRB tem, hoje, negócios em mais de 100 países, é a maior resseguradora da América Latina latino-americana e está entre as líderes do mercado mundial. A empresa tem sede no Rio de Janeiro e escritórios em São Paulo, Buenos Aires, Londres e Nova Iorque. Em 2014, obteve, pelo quarto ano consecutivo, a avaliação excelente (A-); da A.M. Best.
Criada em 1939, a empresa teve papel preponderante no desenvolvimento do mercado de seguros brasileiro.
O IRB deteve o monopólio do resseguro até 2007, quando um novo modelo começou a vigorar.
Em 2011, foi aberto o escritório de Buenos Aires e, no ano seguinte, o IRB adquiriu 4,8% do capital da African Reinsurance Corporation (Africa Re). Com isso, passou a ser a primeira resseguradora não africana a ter participação acionária na empresa, líder de mercado no continente.
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