7 de outubro de 2026
Por CQCS
O mercado de seguros deve enfrentar um cenário econômico mais desafiador em 2027. A previsão de crescimento da economia brasileira, que no início de 2026 era de 1,8% para o próximo ano, agora está um pouco abaixo de 1,5%. Para Francisco Galiza, mestre em Economia pela FGV e catedrático da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), a desaceleração econômica pode impactar diretamente a demanda por seguros.
“O que acontece é o seguinte, existe uma correlação muito grande entre a economia e o mercado de seguros, então o desafio vai ser esse, vai ter um menor crescimento, então em consequência, teoricamente, deve haver uma menor demanda no mercado de seguros.”
Diante desse cenário, seguradoras e corretores precisarão buscar alternativas para manter o ritmo de negócios. Para Galiza, relacionamento e união entre os diferentes agentes do mercado são fundamentais.
“Muita resiliência, muita vontade, muito relacionamento com o corretor, com os consumidores. Unir forças, enfim, e atacar o mercado com muita determinação, é isso que pode haver.”
Mesmo com uma economia menos aquecida, o especialista destaca que o mercado brasileiro ainda possui um espaço significativo para ampliar a presença do seguro. Segundo ele, diferentes segmentos podem apresentar oportunidades, especialmente aqueles em que a penetração ainda é baixa.
Diversas áreas, o mercado de seguros tem um espaço muito grande para crescer, dependendo do ramo. Isso é válido no residencial, no empresarial, onde nem 15% das empresas têm seguro, então fica difícil definir uma área específica.”
Para o corretor, esse cenário reforça a importância de olhar para além dos produtos e clientes que já fazem parte da carteira. Empresas sem proteção, por exemplo, podem representar um mercado ainda pouco explorado, assim como o seguro residencial.
Na avaliação de Galiza, transformar os desafios econômicos em oportunidades dependerá também da capacidade do mercado de se aproximar dos consumidores e explicar melhor os produtos disponíveis.
O especialista, porém, mantém uma visão otimista sobre o futuro do setor e lembra que o mercado de seguros já atravessou períodos econômicos mais difíceis. “Sou otimista, acho que o mercado já passou por momentos mais críticos e não conseguiu triunfar.”
Para ele, os ciclos econômicos fazem parte da dinâmica do mercado e não devem impedir a continuidade do desenvolvimento do setor. “Isso faz parte da economia, esse sistema de ciclos. Então, apesar dos desafios, o mercado de seguros vai atingir o seu dinamismo como sempre tem ocorrido no passado.”
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