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A "pegadinha" do seguro do cartão: 5 cláusulas que podem deixar o viajante desprotegido no exterior

Especialista alerta que confiar apenas nos benefícios de crédito pode gerar custos imprevistos de milhares ...



Geral
9 de setembro de 2026

Por Seguros Promo
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Na hora de planejar uma viagem, a promessa do "seguro viagem gratuito" oferecido pelos cartões de crédito costuma ser atraente. No entanto, o que parece economia pode se transformar em um prejuízo de milhares de dólares. Regras ocultas nas letras miúdas e coberturas limitadas têm feito viajantes descobrirem a falta de assistência apenas no momento de uma emergência no exterior.
 

De acordo com Paulo Zamboni, CEO do Seguros Promo, o problema não é o benefício do cartão em si, mas a falta de clareza sobre como ele funciona na prática. "Muitos cartões operam exclusivamente por sistema de reembolso. Se o viajante tiver uma crise de apendicite nos Estados Unidos, ele precisará desembolsar US$ 15 mil do próprio bolso no hospital para, só depois de voltar ao Brasil, tentar reaver o valor com a operadora. O seguro dedicado, por sua vez, aciona a rede credenciada e paga a conta diretamente", alerta Zamboni.
 

Para evitar surpresas na imigração ou no hospital, o Seguros Promo mapeou as 5 cláusulas de exclusão e restrições mais recorrentes nos seguros de cartão de crédito:

  • Obrigação de reembolso: Necessidade de liquidez imediata para pagar despesas médicas no exterior antes de solicitar o ressarcimento no Brasil.
  • Vínculo estrito de compra: A proteção só é ativada se a passagem integral (ou as taxas de embarque com milhas) for paga no cartão em questão.
  • Exclusão de lazer e esportes: Acidentes ocorridos em passeios turísticos comuns, como estações de esqui, passeios de barco ou quadriciclo, costumam ser excluídos nas apólices genéricas.
  • Gargalos de idade e pré-existência: Restrições severas ou limitação de teto de cobertura para viajantes acima de 60 anos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas.
  • Inexistência de traslado sanitário amplo: Coberturas de regresso sanitário com valores teto muito baixos, insuficientes para fretar UTI aérea em casos graves.

Como comparar e garantir a cobertura real 

A principal recomendação é não viajar apenas com a garantia genérica. A análise do perfil da viagem (destino, duração e atividades previstas) deve guiar a escolha da apólice.
 

"A função da plataforma de comparação é justamente escancarar as letras miúdas. O passageiro precisa ver, lado a lado, qual plano cobre atendimento direto e qual exige reembolso, evitando cair em pegadinhas", explica o executivo do Seguros Promo.
 

O especialista lembra ainda que ter as duas opções não é proibido, mas exige atenção. "Você não pode lucrar acionando dois seguros para o mesmo evento médico, mas pode usar o seguro dedicado para a saúde e a cobertura do cartão para um eventual atraso de voo, otimizando as proteções", conclui Zamboni.





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