21 de agosto de 2026
Por O Caminhoneiro legal
Uma sequência de acidentes graves voltou a acender o alerta sobre a segurança dos veículos pesados nas rodovias brasileiras e a importância dos seguros obrigatórios para proteger cargas, transportadores e terceiros.
Na madrugada desta quarta-feira (19), uma colisão entre um caminhão e um veículo da Secretaria de Saúde de Imbituva, na BR-373, em Ipiranga (PR), deixou ao menos 23 mortos e cinco feridos.
Outro caso chamou atenção na terça-feira (18), na Fernão Dias, em Vargem (SP). Um caminhão atingiu uma passarela, que desabou sobre um carro, deixando duas pessoas mortas e outras feridas. No mesmo dia, na BR-277, no Paraná, um engavetamento envolvendo quatro carretas e seis carros matou duas pessoas e deixou cinco gravemente feridas.
Os números mostram a dimensão de um velho problema. Segundo dados da PRF, 18.511 acidentes envolvendo veículos de carga ocorreram em rodovias federais em 2024, com 2.884 mortes e 19.451 feridos. O cenário reforça a importância da manutenção preventiva, da fiscalização, da inspeção técnica dos veículos e do respeito às regras de trânsito para evitar que falhas mecânicas e atitudes de risco terminem em tragédias.
Nesse contexto, os três seguros obrigatórios também têm papel importante na atividade do caminhoneiro: o RCTR-C, para danos à carga em acidentes; o RC-DC, para situações como roubo, furto qualificado e desaparecimento da carga; e o RC-V, para danos causados a terceiros. A proteção do seguro, porém, não substitui a prevenção: veículos pesados precisam estar em boas condições e circular dentro das regras para aumentar a segurança de todos nas rodovias.
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