27 de maio de 2015
Os fundos de pensão brasileiros estão entre os cinco de maior retorno sobre suas aplicações no mundo, com rendimento real de 28,56% em sete anos (a rentabilidade nominal foi de 89,7%). Os dados são de levantamento realizado pelo Núcleo Técnico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
O levantamento foi realizado com 21 países, a partir de dados da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Abrapp.
Outra conclusão do Núcleo Técnico foi de que a queda dos ativos dos fundos de pensão brasileiros em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) pensão sobre o PIB foi de 0,3 ponto percentual, no máximo, em 2014. Pelo dado da OCDE, a queda teria sido de 1,3 ponto percentual, mas vale esclarecer que a metodologia do PIB brasileiro foi alterada, sem que alguns cálculos que envolvem esse indicador tenham levado em conta essa mudança.
Na tabela abaixo é feita uma comparação entre o percentual antigo e novo, na relação entre os ativos dos fundos de pensão versus PIB. Se for considerado o valor da nova série do PIB, o resultado será redução de apenas 0,3 pontos percentuais (12,7%-13%).
Metodologia do ranking
Para fazer o levantamento, a Abrapp utilizou dados divulgados pela OCDE desde 2008, fez o acumulado e também calculou os retornos anualizados. Para o cálculo da rentabilidade real no Brasil, foi utilizada metodologia semelhante à da OCDE, subtraindo da rentabilidade nominal a inflação medida pelo INPC do mesmo período.
O ranking foi montado com a exclusão de alguns países como Estados Unidos e Reino Unido, que não têm dados para todos os anos e por isso não aparecem no comparativo abaixo:
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