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Setor de seguros projeta crescimento de 5,7% em 2026 e deve atingir R$ 808 bilhões

Mesmo em cenário de juros elevados e economia moderada, segmento ganha espaço como ferramenta de proteção ...



Geral
13 de maio de 2026

Por Friggi & Secco
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A arrecadação do setor de seguros no Brasil deve atingir R$ 808 bilhões em 2026, com crescimento nominal de 5,7%, segundo projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Mesmo em um ambiente de juros elevados, inflação próxima de 3,9% e crescimento moderado do PIB, o segmento mantém trajetória de expansão e deve representar cerca de 5,8% da economia.


Entre os segmentos, o desempenho deve ser puxado por linhas como saúde, automóvel e habitacional. O seguro saúde suplementar tem previsão de crescimento de cerca de 9%, enquanto o seguro habitacional pode avançar 12,8%, impulsionado pela expansão do crédito imobiliário. Já o seguro de automóveis deve crescer 7,1%, acompanhando o aumento da venda de veículos. Por outro lado, segmentos como previdência aberta e seguro rural tendem a apresentar retração, refletindo mudanças regulatórias e restrições específicas desses mercados.


Mais do que acompanhar o ciclo econômico, o avanço do setor reflete uma mudança na forma como empresas e pessoas físicas lidam com incertezas, especialmente em períodos de maior instabilidade. "Esse crescimento está muito mais ligado à percepção de risco do que ao ciclo econômico em si. Em ambientes de juros altos e maior restrição de crédito, empresas e pessoas físicas ficam mais expostas, e isso naturalmente aumenta a demanda por proteção", afirma Alberto Friggi, especialista em crédito estruturado e sócio-fundador da Friggi&Secco.


Segundo ele, o seguro passou a ocupar um papel mais estratégico dentro das decisões financeiras. "Não é mais uma decisão isolada, mas parte de um planejamento maior. O mercado evoluiu em oferta, com soluções mais flexíveis e adaptadas à realidade dos clientes, o que também impulsiona esse crescimento."


DE CUSTO PONTUAL A ELEMENTO CENTRAL DAS DECISÕES FINANCEIRAS


Essa mudança de comportamento também se reflete na forma como o seguro vem sendo incorporado ao planejamento financeiro. Empresas e pessoas físicas passaram a adotar uma postura mais preventiva, com foco em preservar patrimônio e garantir estabilidade diante de cenários adversos.


"Existe uma mudança clara de mentalidade. No caso das empresas, há um foco maior em preservar caixa e garantir continuidade operacional. Já para pessoas físicas, o seguro começa a ganhar espaço dentro do planejamento financeiro, principalmente em temas como proteção familiar e organização patrimonial", diz Friggi.


Na prática, o seguro deixa de ser visto como um custo pontual e passa a integrar o planejamento financeiro. "Ele é a base de qualquer estratégia bem estruturada. Antes de pensar em crescimento ou alocação de recursos, é preciso proteger o que já foi construído. Ele funciona como uma camada de segurança que traz previsibilidade e permite decisões mais estratégicas, com menor exposição a imprevistos."


Dentro desse contexto, o papel do seguro se torna ainda mais relevante em operações de crédito estruturado, nas quais ele atua como um elemento central da engenharia financeira. "O seguro não é complementar, ele é parte da operação. Funciona como um mecanismo de proteção que dá mais segurança para todas as pontas, reduz o risco e pode inclusive melhorar as condições de financiamento", completa o especialista.


Ainda na avaliação do especialista, em um cenário de maior incerteza econômica, essa função tende a se intensificar. "Quanto maior a instabilidade, mais o seguro deixa de ser opcional e passa a ser um elemento estruturante para viabilizar operações com segurança", conclui.





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