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Sucessão empresarial ganha espaço no debate do setor de seguros em evento em Belo Horizonte

Ainda pouco priorizado pelas empresas, o tema será abordado por Regina Bentes, embaixadora do Sincor-MG, d ...



Geral
13 de abril de 2026

Por Regina Bentes
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A sustentabilidade das empresas brasileiras, especialmente de pequeno e médio porte, passa por um tema ainda negligenciado, o planejamento sucessório. Esse será o foco na palestra da primeira-dama e embaixadora do Sincor-MG, corretora de seguros e especialista em sucessão empresarial, Regina Bentes, durante a Jornada Cidades Protegidas - Região Metropolitana de Belo Horizonte, marcada para o dia 15 de abril, no Palácio da Liberdade.

O encontro, promovido pelo Sincor-MG, reunirá lideranças do mercado de seguros, especialistas e representantes institucionais para discutir proteção urbana e gestão de riscos nas grandes cidades. A Jornada Cidades Protegidas se posiciona como um espaço de articulação entre mercado, conhecimento e prática, colocando a gestão de riscos, incluindo a sucessão empresarial, no centro das discussões sobre o futuro das cidades e das organizações. A programação inclui painéis temáticos, debates técnicos, momentos de networking, além de visita guiada ao Palácio e almoço nos jardins.

Riscos financeiros

Com o tema "A importância de projetos de sucessão", Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG, pretende chamar atenção para um dos principais gargalos da longevidade empresarial no país. Segundo ele, a ausência de planejamento ainda é regra. "Grande parte das empresas não discute a possibilidade de interrupção da vida de um dos sócios. Isso se reflete em dados preocupantes. Cerca de 70% não chegam à segunda geração e mais de 95% não têm recursos para quitar imediatamente haveres em caso de falecimento", afirma.

Na avaliação do presidente do Sincor-MG, a falta de estrutura sucessória expõe empresas a riscos financeiros e conflitos familiares. Negócios de perfil mais tradicional, como padarias, farmácias e pequenos comércios, são especialmente vulneráveis, muitas vezes formados por sócios com vínculos familiares. "Sem um plano adequado, o impacto vai além do econômico. Há desdobramentos judiciais e rupturas em relações pessoais que poderiam ser evitadas", destaca.

Impacto social

Bentes defende que o seguro de sucessão empresarial é uma ferramenta central nesse processo. Ao garantir recursos para a liquidação de cotas, a solução evita a entrada de herdeiros despreparados na gestão e preserva a continuidade da empresa. "É uma proteção que resguarda não apenas o CNPJ, mas todo o ecossistema ao redor como funcionários, fornecedores e a própria comunidade", explica.

O impacto social, segundo ele, pode ser significativo, especialmente em cidades onde empresas locais sustentam a economia. A descontinuidade de um negócio, nesses casos, pode gerar desemprego e comprometer o desenvolvimento regional.

Planejamento para reduzir custos

Outro ponto abordado será o momento ideal para iniciar o planejamento. Para o presidente do Sincor-MG, a resposta é direta: quanto antes, melhor. "Empresas em fase inicial têm valuation menor e sócios mais jovens, o que reduz o custo do seguro. Com o crescimento, o planejamento acompanha a evolução do negócio", diz.

A construção de um processo sólido, acrescenta, passa pela atuação de profissionais especializados e pela formalização em documentos jurídicos, como contratos sociais e acordos de cotistas. "É essencial garantir que tudo esteja alinhado e juridicamente respaldado para evitar questionamentos futuros".

Além dos aspectos técnicos, a palestra também abordará a formação de novas lideranças como parte do processo sucessório. Para Bentes, a continuidade organizacional depende de propósito claro e cultura bem estabelecida. "Empresas que vivem seus valores no dia a dia conseguem formar líderes naturalmente, preparados para dar sequência à missão e evoluí-la".





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