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Quando o imprevisto bate à porta: como o seguro auxilia empresas em situações críticas

Além dos danos físicos aos imóveis ou equipamentos, há ainda riscos financeiros menos visíveis



Geral
29 de julho de 2025

Por Sancor Seguros
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Em 2024, o Brasil experimentou um recorde de alertas de desastres naturais, totalizando cerca de 3.600 emissões e 1.600 ocorrências registradas, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Por trás desses números estão famílias desabrigadas, cidades em estado de emergência e uma economia local que sente o abalo de forma imediata. Pequenos comércios, prestadores de serviço e indústrias de menor porte são duramente afetados. 

Para Jackeline Coutinho, Supervisora Comercial da Sancor Seguros, imprevistos podem interromper imediatamente as atividades, gerando um efeito dominó.

"Todo fato gerador externo e inesperado afeta direta ou indiretamente o andamento da empresa. É um efeito cascata. O seguro, diante desses desastres, tem o papel de oferecer amparo e permitir que a empresa retome suas atividades com o menor prejuízo possível."

Além dos danos físicos aos imóveis ou equipamentos, há ainda riscos financeiros menos visíveis. A falta de capital imediato para reparar prejuízos, por exemplo, pode inviabilizar a continuidade do negócio.

"O principal risco não óbvio é acreditar que o acidente nunca vai acontecer. E, quando acontece, muitas empresas não têm caixa para reagir. Isso afeta diretamente as despesas fixas: folha de pagamento, fornecedores, aluguel, energia. Pequenas e médias empresas sentem isso com mais intensidade", alerta Jackeline.

Um caso comum

A executiva cita um caso simples, mas representativo: o de um pequeno comerciante que depende de um refrigerador próprio para vender bebidas. Em caso de um curto-circuito ou pane elétrica, o equipamento pode queimar e comprometer parte da operação.

"Esse empreendedor tem capital para comprar outro refrigerador no dia seguinte? Muitas vezes, não. E descapitalizar uma PME pode ser o fator de encerramento do negócio", afirma.

Nesse contexto, coberturas adicionais como a de Lucros Cessantes se tornam importantes. Ela garante a compensação pelo faturamento perdido durante o tempo de paralisação, ajudando a manter a saúde financeira da empresa enquanto o conserto ou reestruturação é feito.

Seguro ainda é exceção, quando deveria ser regra

Embora a cultura do seguro de veículos seja difundida entre os empresários, a proteção do patrimônio físico e operacional do negócio ainda é negligenciada, principalmente no segmento de pequenas e médias empresas.

"O empresário se preocupa com o seguro da frota, mas esquece da própria estrutura do negócio. A indústria de seguros precisa atuar mais fortemente na oferta de soluções acessíveis a fim de atender esse segmento", pontua Jackeline.

Ela reforça que a apólice deve ser tratado como uma necessidade básica.

"O seguro precisa ser visto como obrigação — como a conta de luz. É o que sustenta o funcionamento do negócio em momentos críticos", conclui.





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