16 de abril de 2015
Quando chega o período de férias, a primeira preocupação das famílias é com a programação de uma possível viagem. Nos últimos dez anos, o número de brasileiros que viajaram para o exterior avançou 128%, saltando de 8 milhões de passageiros em 2003 para 18 milhões em 2012, de acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). Os gastos dos brasileiros no exterior também são elevados, segundo o Banco Central: mesmo com a alta do dólar, o ano passado registrou montante de US$ 25 bilhões.
As estatísticas mostram uma oportunidade para o mercado de seguros, que aproveitou a onda de crescimento e conseguiu uma evolução na carteira de seguro viagem de 45,18% entre janeiro e novembro de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da FenaPrevi. Os valores em prêmios chegaram a somar R$ 137,1 milhões no período e, somente no mês de novembro, a carteira arrecadou R$ 13,6 milhões.
Com o boom do mercado de turismo e o avanço da demanda por seguro, começaram a crescer o número de empresas que prestassem serviço de assistência médica no exterior, mas que não passavam pelo crivo da Susep. Nesse contexto, a autarquia publicou, em setembro do ano passado, a Resolução CNSP nº 315/14, que estabelece as regras e os critérios para operação do seguro viagem. O documento proíbe as agências de viagem, companhias de transportes de passageiros, operadoras de cartão de crédito e empresas de assistência de atuarem como estipulante ou subestipulante do produto.
Segundo o corretor de seguros Aylson Santos, a regulamentação da Susep dará maior credibilidade ao setor e também aumentará a procura pelo produto. “Muitos clientes têm uma imagem negativa do seguro viagem, em parte causada pelas empresas que comercializam o produto, mas não são do ramo. Com a regulamentação, o segmento deve atingir níveis de satisfação bem maiores que, com certeza, resultará em mais contratações e de melhor qualidade com o corretor de seguros”, defende.
Oportunidades
Aylson Santos orienta que é preciso fazer parcerias com agências de viagens e ter um ótimo relacionamento com os clientes para crescer na carteira, revelando que os segurados gostam de decidir rapidamente. “Em uma viagem, seja a estudos, trabalho ou passeio, o turista tem muitas coisas a decidir e, às vezes, em curto prazo, de modo que o seguro é visto como mais uma burocracia. Portanto, ele não quer ler um contrato inteiro, mas quer que expliquem as diferenças e os pontos importantes de maneira rápida, simples e clara.”
A estratégia da Pan Seguros, que lançou, recentemente, um produto adequado às novas regras, é apostar em uma plataforma tecnológica, que possa ajudar o pequeno e o médio corretor na distribuição. “No nosso modelo de negócios, os corretores têm a missão de buscar clientes em nichos especializados, de modo que assim teremos uma disseminação grande para atender a demanda”, comenta o diretor Comercial da Pan, Evandro Baptistini.
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