Conforme noticiado pelo CQCS, na última segunda (02); o Unitedhealth Group está em negociação para a venda da Amil e da rede de hospitais Américas. A proposta de aquisição foi feita pela empresária Dulce Pugliesse, que fundou a Amil nos anos 70, a vendeu em 2012 e é dona de um percentual de ações do UHG equivalente a R$ 7,5 bilhões. A possibilidade de acordo atrai atenção de todo setor, tendo em vista que a operadora conta com cerca de 5,4 milhões de usuários entre planos de saúde e dental, e uma rede com 31 hospitais e 28 centros médicos.
Segundo informações do site O Globo, o Unitedhealth Group, que contratou o BTG (BPAC11) para vender a Amil e sua rede de hospitais, só irá fechar negócio vendendo todo o pacote. Uma das alternativas que está sendo estudada pelo BTG é que um consórcio de empresas e fundos com interesse na área de saúde faça um lance conjunto e depois promova uma repartição entre si os ativos.
Fundado em 1978, o Grupo Amil tem como principal compromisso contribuir para que a sociedade viva de forma mais saudável e que o sistema de saúde funciona melhor para todos. Desde 2012, a companhia faz parte do Unitedhealth Group, a maior e mais diversificada empresa do setor de saúde do mundo. Na época, o UHG adquiriu 90% da Amil por cerca de R$ 11 bilhões, o equivalente a cerca de 58,9% do capital votante e total da Amil. Com sede nos Estados Unidos, o UHG é uma das maiores empresas do seu segmento, oferecendo benefícios e serviços de saúde em mais de 130 países, para mais de 145 milhões de pessoas.
Desde o ano de sua fundação, a Amil destaca-se através de ações inovadoras que contribuíram para o fortalecimento do setor de saúde no país. A companhia oferece planos médicos e odontológicos que atendem inúmeras necessidades dos seus 5,4 milhões de beneficiários e 383 mil empresas clientes. Com cerca de 20 mil consultórios e clínicas credenciadas, 6.2 mil laboratórios e 1,6 mil hospitais, o grupo possui forte atuação no território nacional e internacional, oferecendo atendimento de alta qualidade e tecnologia médica. Além disso, a Amil conta com programas de saúde que oferecem cuidados em diferentes especialidades, mantendo foco na prevenção e nos atendimentos primários. Os mesmos têm o propósito de acompanhar pacientes que já possuem enfermidades, reduzindo os riscos à saúde e promovendo melhorias na qualidade de vida.
A possível negociação de recompra da companhia através da sua cofundadora despertou o interesse de todo setor. Analistas convidados pelo BofA (Bank of America) destacaram os principais possíveis cenários da transação. Levando em consideração a divisão dos ativos para dois ou mais compradores, os especialistas acreditam fazer mais sentido que os mesmos comprem os ativos hospitalares e um segundo player adquira os beneficiários. Já a segunda alternativa seria a compra do ativo por um único operador, sendo assim, a possibilidade de venda de todo ativo para uma grande seguradora torna-se remota, levando em consideração que a dimensão do potencial de aquisição será no segmento de planos de saúde, com rentabilidade limitada.
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