23 de março de 2015
Analistas preveem inflação em mais de 8%, puxada pelos preços administrados, e retração maior do PIB
A inflação estimada para o fim do ano prossegue em contínuo avanço para investidores e analistas do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central entre instituições financeiras, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano com alta de 8,12%- na semana passada, a taxa era 7,93%. O avanço, para o mercado, deve-se ao comportamento dos chamados preços administrados, como gasolina e energia, que devem subir 12,6% e não mais 12% previstos na pesquisa anterior.
O câmbio deve alcançar R$ 3,15 no final deste ano. Já o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos por um país); projetado terá retração de 0,83%, diferentemente da queda de 0,78% estimada na semana anterior. E a produção industrial deve apresentar queda de 2,19%.
Os juros básicos da economia, a Selic, deverão fechar em 13% ao ano. Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia suba a taxa mais uma vez este ano, em 0,25 ponto percentual. O mercado mantém a estimativa da dívida líquida do setor público em 38% do PIB.
A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, avança na estimativa do mercado financeiro, ficando em US$ 79,8 bilhões, ante os US$ 79,5 bilhões anteriores. O superávit estimado da balança comercial subiu de US$ 3 bilhões para US$ 3,5 bilhões. E os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 57,5 bilhões para US$ 56,5 bilhões.
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