A Gallagher Brasil, corretora de seguros, aumenta as operações no país ao iniciar atuação em seguros massificados e fortalecendo a oferta de seguros para pessoas físicas. Esta operação só foi possível após a compra da Interbrok Brasil, em dezembro do ano passado. Com isso, a carteira, atualmente no valor de R$ 25 milhões em prêmios, deve crescer cerca de 40% ao ano, segundo os executivos da empresa. As informações são do Valor Econômico.
A Corretora já atuava no país, desde 2017, na área de resseguros. No entanto, no final de 2021, a Gallagher, a fim de reforçar a presença na América Latina, chegou ao Brasil e, hoje, está entre as 20 maiores corretoras do país. A meta é ainda maior: ficar entre as três primeiras até o fim de 2027, por meio do crescimento orgânico e aquisições estratégicas, segundo o presidente da empresa, Luiz Araripe.
Depois que começou a oferecer seguros no Brasil, a companhia já fez duas aquisições: a Interbrok e a corretora boutique DN2A, em junho de 2022. No fim do ano passado, no Brasil, a Gallagher administrava, aproximadamente, R$ 1 bilhão em prêmios. Para 2023, a previsão é ampliar esse número, ao menos, em 35%.
Luiz Araripe acredita que a atuação em massificados era um caminho natural para a companhia. Agora, a Gallagher Brasil tenta consolidar o plano inicial: tornar uma empresa ”one stop shop”, isto é, uma com opções de seguros corporativos, para pessoas físicas e resseguros.
Embora seja de simples contratação, os seguros massificados têm impacto e podem afetar o patrimônio das pessoas. Além disso, Araripe enumera que a corretora Gallagher Brasil tem o papel de entregar produtos dentro do perfil do cliente, oferecer aculturamento e consultoria sobre o tema.
”Nos Estados Unidos, a Gallagher tem expertise com massificados e há uma demanda das pessoas fisicas”, declara Araripe. Segundo ele, clientes corporativos que buscavam seguros para as empresas sempre perguntavam sobre seguros individuais, como: automóveis, residencial, equipamentos portáteis, fiança locatícia, vida, viagem, bike e pet. Além destes segmentos, a empresa visa oferecer outros produtos, como consórcio, afirma Carla Abrunhosa, líder de marketing da Gallagher Brasil.
A tecnologia também tem um papel importante já que, por meio dela, a empresa deve explorar o comportamento de compra do cliente: ”Há uma alta taxa de renovação da carteira hoje, com foco no seguro auto. Estes clientes podem não ter um seguro residencial ou de viagens, por exemplo.”, acrescenta a executiva. Outro seguro que está na lista da empresa é o de seguros contra riscos cibernéticos.
”Adquirimos a Interbrok no ano passado e, com isso, pudemos atuar no seguro de pessoas. Eles já tinham uma operação importante, com mais de 11 mil clientes. A ideia é desenvolver, trazendo outra autonomia e investimento do grupo Gallagher para fazer de maneira melhor e mais informatizada e poder expandir.”, afirma o CEO da operação de corretagem da empresa, Rodrigo Protasio. ”No mercado de seguro individual, as classes A e B, hoje, são mal atendidas e a penetração ainda é muito baixa. Há grandes oportunidades de desenvolver seguros de pessoas.”, finaliza ele.
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