Na última quinta-feira (28); o programa Mesa Redonda do Seguro recebeu a CEO da SulAmérica, Raquel Reis. A executiva destacou as iniciativas da SulAmérica para minimizar os processos de fraude na saúde e o papel do Corretor de Seguros no processo de conscientização para redução do mau uso dos planos.
“Não podemos ser tolerantes com a fraude em nenhum formato. A nossa meta é zerar a fraude e não minimizar, mas infelizmente isso ainda acontece e muito. Pedir reembolso antes de fazer efetivamente o desembolso para o médico, no caso de uma cirurgia, alguma coisa com honorário médico pago diretamente para o médico, muitas vezes a pessoa pede primeiro o valor de reembolso para o paredão e depois realiza o pagamento para o médico. Isso em si já é crime, já é fraude porque a própria palavra diz, é um reembolso e, para se ter um reembolso é necessário pagar antecipadamente por aquilo”, disse.
A executiva também destacou a importância de não compartilhar informações sigilosas com terceiros. “É importante que as pessoas olhem para isso como dado confidencial e que não pode ser compartilhado. É inaceitável e aumenta as questões de abusos e fraudes, muitas vezes o indivíduo paga mais caro por um procedimento por causa de um limite de reembolso alavancado”, pontuou.
“Quando a gente comete algum tipo de abuso ou fraude e gasta mais do que necessário, isso volta para o consumidor e volta no formato de reajuste, que está absolutamente ligado à sustentabilidade do setor. É fundamental que os corretores conscientizem os clientes porque os próprios beneficiários e as próprias empresas são prejudicadas com isso”, afirmou.
Raquel Reis citou o recente caso do banco Itaú, que demitiu 80 funcionários após detectar irregularidades no uso do plano de saúde. A CEO da SulAmérica ressaltou que a sociedade preza por justiça e o fato que coincidiu com a campanha da Fenasaúde a da Abramge realizam contra fraude no Seguro, evidencia a importância de uma empresa de tal porte se posicionar desta forma.
“As pessoas acham que estão lesando a operadora, mas em primeiro lugar estão lesando a si próprias e no caso de planos empresariais, os seus contratantes. Que isso seja um exemplo para ser punido de forma correta porque fraude no plano de saúde é crime, então, vamos cada vez mais fechar o cerco e aumentar a quantidade de queixa crime, sindicância e consequências para quem tá agindo de forma equivocada com o plano”, finalizou.
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