O marco legal da securitização e a Letra de Risco de Seguro (LRS) foram discutidos durante a edição do CQCS Interativo, que recebeu Cássio Amaral, Sócio no escritório Mattos Filho, e Rodrigo Botti, na última quinta-feira (14); no canal da TV CQCS.
Rodrigo iniciou o debate afirmando que o marco é muito importante para o mercado de seguros e para o mercado de capitais. “Ele dá uma ferramenta para a melhor proteção, no Brasil, para catástrofes, seguro agro e patrimoniais. Cria-se uma demanda muito grande de títulos para o governo, é uma gama para investidores”, disse.
Por sua vez, Cássio pontuou que será feita a utilização do mercado de capitais para fazer frente a riscos. Segundo ele, no Brasil, a capacidade das seguradoras é referente ao que consta em seus balanços financeiros. “Vamos atrair, via emissão de dívidas, o mercado financeiro para gerar capacidade para que as seguradoras consigam ganhar capilaridade, massificar o seguro. É a união entre o mercado de capitais e o mercado de seguros. É algo sensacional”.
A LRS, por sua vez, pode ser usada para proteger uma apólice e um risco individual ou uma carteira. Segundo Rodrigo, existem linhas de negócios onde ele é mais eficiente e negócios onde o resseguro é mais adequado. “Para riscos que podem demorar para acontecer, a LRS é menos eficiente. Contudo, para riscos como catástrofes, agro e patrimonial, a Letra é muito competitiva e mais eficiente que o resseguro tradicional”.
Responsável pela emissão das LRS, a Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE) também desempenham um papel importante na equação e, segundo Cássio, pode figurar um ressegurador e mesmo como uma seguradora. “Elas poderão receber riscos do detentor do risco. Aposto que a gente vai conseguir deixar de pé emissões que funcionem mais a longo prazo, fugindo da tradição”.
Finalizando, Rodrigo explicou por que acredita que a LRS é uma grande oportunidade para o Corretor de Seguros. “Hoje a colocação de resseguro é feita em países do exterior, na Europa, Bermudas e um pouco na Inglaterra. Os grandes Corretores internacionais têm uma certa vantagem. Como estamos falando em colocação de riscos locais, eles vão precisar aprender a conversar com fundos de investimento, mas eles vão estar falando sobre seguro e resseguro, algo que eles conhecem muito bem, e pode ser uma oportunidade muito interessante”.
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