O diretor regional RS/SC da HDI Seguros, Rubens Oliboni, também comentou a recente aquisição de operação da Sompo por parte da HDI.
O Seguro Gaúcho segue dialogando com expoentes do mercado segurador e realizou uma entrevista presencial com o diretor regional RS/SC da HDI, Rubens Oliboni, o Rubão, na sucursal da Seguradora em Porto Alegre. Na pauta do diálogo, o atual contexto da Companhia no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina após a retomada das atividades presenciais de toda a economia, além de aspectos relacionados ao setor de seguros, como a aquisição da operação de varejo da Sompo por parte da HDI.
Com 37 anos de atividade profissional no segmento, Rubão relembrou que a Seguradora nasceu e cresceu na região sul do Brasil. A diretoria da HDI RS/SC tornou-se a principal da Companhia no país em termos de números de produção: “isso mostra uma representatividade muito grande e indica nosso principal celeiro de negócios”.
O executivo disse que todo o mercado segurador atravessou anos difíceis com balanços ruins em decorrência da pandemia, mas ressaltou os aspectos mais positivos do mercado segurador: “nosso setor é absolutamente resiliente. Em toda e qualquer situação, inclusive em momentos difíceis, todo mundo precisa de proteção. O mercado segurador dispõe da proteção para entregar aos consumidores”.
Segundo o diretor regional RS/SC da HDI, a Seguradora vem enfrentando o atual momento com foco total na recomposição dos resultados, especialmente com a necessária readequação dos preços. “Quando iniciou a pandemia tivemos que reduzir os preços por conta da necessidade existente naquele momento, mas agora estamos recompondo esses preços junto com todo o mercado.”, esclareceu Rubens Oliboni.
O executivo disse que até o final de 2022 existe boa expectativa: “a Seguradora poderá chegar a números mais equalizados no comparativo ao primeiro semestre desse ano”. Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguem contribuindo de maneira bastante significativa para a HDI, tanto em produção como em resultado.
Na avaliação de Rubens Oliboni, a aquisição da operação de varejo da Sompo do Brasil por parte da HDI apresenta vários pontos positivos. “Quando os acionistas alemães da Seguradora se dispõem a investir com intensidade no Brasil, isso comprova o grande interesse deles em nosso país. Fora da Alemanha, o Brasil é um dos principais focos de investimento da Seguradora”.
De acordo com o executivo, a aquisição que a HDI efetuou é de grande importância estratégica, pois proporcionará representatividade de produção para a Seguradora em São Paulo, já que mais de 50% da produção da HDI está concentrada nos três estados da região sul.
“Como a Sompo sempre foi bem atuante no mercado paulista, o maior do país no setor de seguros, isso ajudará a reforçar em São Paulo nossos quadros, tanto em nível de produtividade como de colaboradores, já que passaremos a contar com profissionais que até então eram da Sompo, mas agora reforçarão nossa estrutura de inteligência e de negócios. São colaboradores altamente qualificados. Essa inteligência que passará para os quadros funcionais da HDI poderá até ser utilizada na elaboração e criação de produtos, por exemplo. Só para ilustrar em números a importância dessa aquisição, passaremos da décima para a sétima posição no ranking geral do mercado, da sexta posição para a quarta no ranking do Automóvel e da oitava para a segunda posição no ranking do seguro empresarial”.
Na região sul a Companhia sempre foi significativamente robusta nos produtos dos segmentos empresarial e residencial: “assim que começarmos a operar com a carteira de veículos provenientes da aquisição, provavelmente nos tornaremos líderes de mercado na região sul, não apenas no automóvel mas também nos seguros empresarial e residencial”.
Embora apareçam diariamente novos casos de Covid-19, com a vacinação em massa a pandemia arrefeceu e a economia está retomando aos poucos sua rotina. Quando questionado sobre quais foram os principais aprendizados que a HDI teve após vivenciar dois anos de distanciamento social, Rubens Oliboni enalteceu a estratégia assertiva da Seguradora três meses antes de iniciar a pandemia, quando a Companhia municiou todos os colaboradores com equipamentos e computadores: “isso possibilitou a eles operarem normalmente em suas residências, tornando absolutamente natural a transição do presencial para o home office. Portanto, o grande aprendizado foi o de que devemos nos preparar para situações futuras”.
Além da continuidade do processo operacional, as estruturas físicas da HDI passaram por poucas alterações durante o período de pandemia, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, pois a filosofia da Companhia sempre privilegiou a aproximação com corretores e clientes. “Acreditamos que a base física de atendimento é importantíssima para nosso cliente por nos encontrar, assim como os corretores. Isso é um diferencial de mercado que temos, já que várias seguradoras fecharam suas estruturas físicas durante o período de distanciamento social e atualmente não reabriram”, observou Rubão.
O diretor regional RS/SC da HDI finalizou a entrevista enaltecendo que para a Seguradora a principal razão comercial do segmento é o relacionamento e isso fez com que a Companhia tenha sempre uma estrutura montada para atender aos corretores: “acreditamos muito na relação pessoal, o chamado olho no olho. Por isso mantivemos abertos os 16 pontos físicos de atendimento do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”.
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