Um dos momentos mais aguardados do Brasesul 2022 foi o painel que contou com a presença dos presidentes das maiores seguradoras do Brasil. Os executivos analisaram o mercado, apontaram caminhos e enalteceram a força do corretor. “Novidades e Oportunidades ao Corretor de Seguros” foi o tema da atividade que teve a mediação dos representantes das três entidades que organizaram o evento: o presidente do Sincor PR, Wilson Pereira, o presidente do Sincor RS, André Thozeski, e o vice-presidente do Sincor SC, Auri Bertelli.
Ao responder o questionamento de como é possível trabalhar em conjunto para solucionar os problemas que mais afligem o mercado, o presidente de Vida e Previdência da Bradesco Seguros, Jorge Nasser, respondeu que o mais importante é estar presente em eventos importantes como o Brasesul 2022 e também no dia a dia dos parceiros corretores: “estamos totalmente a disposição de vocês, pois seu sucesso resultará em nosso êxito”.
De acordo com Nasser, devido às conseqüências da pandemia e aos aprendizados que ela deixou, a Seguradora começou a analisar o que acontecia no mercado e que através de pesquisas relacionadas ao novo cliente que é voltado para o consumo no digital, foi possível percebemos características emblemáticas: “ao longo dessa jornada aprendemos a destacar a relevância, a conveniência e a convergência”.
Além de ressaltar a grandeza do mercado brasileiro, o vice-presidente Corporativo da Icatu Seguros, César Saut, disse que o setor não de se comunicar com produtos, mas sim com propósitos: “teu consumidor tem uma necessidade e tu tens que ter um propósito e isso significa estabelecer uma comunicação com a alma da necessidade do consumidor”. O executivo destacou que vivemos uma fase em que o aprendizado em que não existe mais a verdade absoluta. “Precisamos aprender, desaprender e reaprender. O mercado mudou e tudo está se modificando. O que era impensável ontem é possível hoje. Temos que utilizar a tecnologia e investir na transformação digital”, salientou César Saut.
Já a CEO da Liberty Seguros, Patrícia Chacon, ressaltou que nos últimos dois anos foi comprovada a força dos corretores e do mercado segurador: “demonstramos que na hora de cuidar do cliente não poupamos esforços”. Entretanto, Patrícia alertou que de todas as pessoas falecidas em decorrência da Covid-19, apenas 20% tinham alguma apólice de seguro de vida. “Nós seguradores temos o propósito de aumentar a penetração do seguro de vida no Brasil, que atualmente representa apenas 2% do PIB brasileiro. Esse percentual é muito menor do que média mundial”, argumentou a executiva.
Ao explanar sobre as oportunidades de novos negócios, o vice-presidente da Porto, Rivaldo Leite, disse que os seguradores têm a missão de criar produtos diferenciados que tenham a aderência dos corretores e do consumidor final: “o caminho que posso apontar para os corretores é que eles precisam diversificar sua carteira, mas com produtos que o profissional possua maior afinidade. Entre os exemplos, cito o agronegócio e os riscos cibernéticos”.
O presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, enfatizou que é preciso fomentar a indústria brasileira do agronegócio e que as Seguradoras terão que aprender a fazer precificação correta, assumindo certo ciclo que existe nesse tipo de indústria: “produtos como RC Ambiental, Safras Agrícolas e o Patrimonial se encaixam no contexto atual que estamos abordando nesse evento. Também considero importantes seguros que contemplem os riscos cibernéticos”.
Eduardo Dal Ri, CEO da HDI, demonstrou muito entusiasmo com o primeiro evento presencial da região sul após dois anos de pandemia e também com o novo posicionamento da Seguradora. Além de reforçar a forte ligação que a Companhia possui com os corretores ele disse que a HDI pretende atender de forma plena a indústria do seguro, bem como os corretores e o público em geral: “o consumidor está modificando seus hábitos e com isso os riscos também estão mudando.
Além de reiterar a parceria estratégica da Sompo Seguros com os corretores, o CEO da Seguradora, Alfredo Lalia Neto, explanou sobre a linha de atuação da Sompo: “é tempo de se reinventar e nossa Companhia está fazendo isso, tanto que vamos nos concentrar em algumas linhas de negócio. Concentraremos nossa ação nos seguros corporativos e investiremos todo capital humano e financeiro para desenvolver os negócios de transporte e seguros corporativos”.
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