Como resposta à inflação mais alta, espera-se uma atuação também mais forte do Banco Central no atual ciclo de aumento da Selic
As expectativas compiladas no Relatório Focus, do Banco Central, continuam a apontar, de maneira geral, na direção esperada para os indicadores macroeconômicos em um País exportador de commodites, como o Brasil. “O choque nos preços das commodities pressiona os preços de alimentos e combustíveis, alimentando a inflação. Por outro lado, dado que somos exportadores de algumas dessas commodities, esse mesmo choque leva a ganhos nos termos de troca e valorização cambial, o que ajuda no controle da inflação, via repasse cambial e maior renda, associada às receitas dos exportadores”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg.
No Relatório divulgado nesta segunda-feira, 2, a mediana das projeções para o crescimento da economia brasileira em 2022 voltou a subir, de 0,65% para 0,70%. Para 2023, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se em 1,00%. Por outro lado, as projeções para inflação também subiram por mais uma semana: a mediana para o IPCA de 2022 subiu de 7,65% para 7,89%. Para 2023, de 4,00% para 4,10%.
“Como resposta à inflação mais alta, espera-se uma atuação também mais forte do Banco Central no atual ciclo de aumento da Selic”, acrescenta o economista. Na quarta-feira será divulgada a decisão do Copom para a taxa básica de juros. O ponto-médio das expectativas manteve-se em 13,25% para 2022, mas subiu de 9,00% para 9,25% em 2023. No calendário de indicadores econômicos, destaque para o índice de confiança industrial, nesta segunda-feira, para a produção industrial de março, amanhã (03/05) e, principalmente, para as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, esperadas para a quarta (05/05).
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