A Susep quer que as seguradoras implementem critérios e procedimentos para a precificação e a subscrição de riscos que considerem o histórico e o comprometimento do segurado na gestão dos riscos de sustentabilidade, a sua capacidade e disposição para mitigá-los, além de eventuais limites e restrições, quando aplicáveis. Essa intenção é manifestada pela autarquia na exposição de motivos para futura circular, que estabelecerá requisitos de sustentabilidade a serem observados pelas seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais. A minuta da circular, disponível no site da autarquia, permanecerá em consulta pública até o dia 07 de março. “Tais critérios e procedimentos deverão ser integrados à gestão do risco de subscrição e constar expressamente da política de subscrição e/ou dos normativos internos a ela relacionados” destaca a Susep, no texto.
Além disso, será preciso estabelecer critérios para que as empresas do setor levem em conta, na seleção de seus investimentos, as exposições dos ativos a riscos de sustentabilidade e as práticas de governança corporativa de seus emissores.
Neste caso, os critérios deverão ser integrados à gestão dos riscos de mercado, de crédito e de liquidez, e constar expressamente da política de investimentos e/ou dos normativos internos a ela relacionados, juntamente com a indicação da parcela da carteira de investimentos à qual serão aplicados. “Para a definição desta parcela da carteira, devem ser consideradas a disponibilidade de informações acerca dos riscos, a oferta de ativos que atendam aos critérios estipulados e as metas de risco-retorno estabelecidas na política de investimentos”, explica a autarquia, ao expor os motivos para a apresentação da proposta.
A Susep ressalta, contudo, que os procedimentos para a seleção de investimentos não devem ser aplicados nos casos dos fundos de investimentos especialmente constituídos (FIEs); cuja estratégia de investimentos deve estar intimamente ligada às características dos produtos correspondentes.
A futura circular irá enfatizar ainda a necessidade de as supervisionadas implementarem uma “Política de Sustentabilidade” que estabeleça princípios e diretrizes destinados a garantir que aspectos de sustentabilidade, incluindo riscos e oportunidades, sejam considerados na condução de seus negócios e no seu relacionamento com partes interessadas.
De acordo com a Susep, essa exigência visa a fortalecer a resiliência do mercado no longo prazo, além de estar em linha com o PSI (Princípios para Sustentabilidade em Seguros); criado para nortear as práticas sustentáveis entre o setor de seguros e fornecer diretrizes globais para o desenvolvimento e a expansão de gerenciamento de riscos. “São considerados aspectos de sustentabilidade o respeito e a proteção dos direitos e garantias fundamentais e dos interesses comuns; a preservação e a reparação do meio ambiente; a redução dos impactos ocasionados por mudanças em padrões climáticos; além da transição para uma economia de baixo carbono”, acentua a autarquia.
A Política de Sustentabilidade poderá ainda tratar da participação de partes interessadas no processo de reavaliação da Política de Sustentabilidade, na definição das ações de efetivação da política e na avaliação dos resultados destas ações.
O foco está direcionado para as questões de estratégia e de relacionamento, além da resiliência do mercado no longo prazo, podendo inclusive ser adotada uma política com abrangência maior do que a do grupo prudencial, como no âmbito de conglomerado financeiro ou de grupo internacional.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






