O seguro de vida precisa ser disruptivo? Esse foi o tema de uma das palestras desta tarde (23) no CQCS Insurtech & Innovation, na sala Nilton Molina. O painel contou com a presença de Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon; Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência, e Ricardo Iglesias Teixeira, CEO da Centauro-ON no Brasil.
Os palestrantes bateram um papo sobre inovações, o avanço da tecnologia e seu impacto na distribuição do Seguro de Vida e os desafios dos Corretores pós-pandemia na venda deste produto.
Na sua palavra, Nasser evidenciou que o antigo Corretor ‘morreu de Covid’, e deu lugar a um novo profissional, que vai andar lado a lado com a inovação. “É importante entender que a inovação é necessária independente de ser disruptiva”, contou.
Molina, em seguida, também destacou como a penetração de seguros ainda é um desafio. De acordo com o presidente, os Corretores têm notado a diminuição da importância do Seguro Auto, mas resistem em substituir o produto pelo Seguro de Vida, que também é essencial para toda família.
“Temos que vender a ideia que seguro de vida é essencial para famílias, é a preservação de uma família na falta do provedor. É uma coisa bonita, mas não sabemos fazer direito. Esse é o nosso grande desafio de disrupcao”, disse.
O presidente continuou com a palavra e revelou que é preciso entregar mais ao cliente e conscientizá-lo da importância do Seguro de Vida. “Se temos um desafio no processo de disrupção, é fazer as pessoas terem um seguro de vida. Um programa de garantia de preservação da sua família. Nosso desafio é conversar, transmitir o que é o seguro de vida, a importância, qual o valor do capital segurado. A grande disrupção é fazer o seguro de vida um produto demandado”, acrescentou Molina.
Em seguida, Nasser contou que infelizmente, em vista do atual cenário, o Seguro de Vida tem chegado nas pessoas através da dor. De acordo com o executivo, o risco ficou palpável, mas ainda falta conscientização. “Temos o mês do azul, vermelho, amarelo, vários meses, porque não tem o mês do seguro? É preciso falar sobre o seguro de vida”, questionou.
Molina concordou e contou que é preciso ser mais humano na hora de conversar com o segurado. “Trata-se de aumentar a capacidade de conversar com as pessoas. É preciso aumentar a capacidade de oferta”, aconselhou.
No bate-papo, Iglesias também destacou o papel do Corretor atualmente, que aproveita a tecnologia para se reinventar. “O corretor digital é aquele que mesmo com o digital, foi a pessoa que fez a parte importante, que é a qualificação. É um profissional essencial”, comentou.
Gustavo Doria Filho, que assistia ao bate-papo, também foi convidado a dar uma palavra. Para o fundador do CQCS, a grande disrupção, em todos os seguros, não só no vida, é conhecer, conversar com o cliente. “Temos o contato, assunto com o cliente, mas mandamos uma simples renovação. É preciso mais que isso”, opinou.
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