19 de fevereiro de 2015
A maré de azar de Lance Armstrong, após a revelação da mentira que contou durante anos a fio, quando usou doping para obter seus resultados no ciclismo, de vez em quando parece baixar. Mas aí, para desconforto do ex-herói, volta com a força de um tsunami para causar mais estrago. Na reputação dele, já tão destruída, e no bolso. O site do Wall Street Journal noticiou que Armstrong foi condenado a pagar US$ 10 milhões (quase R$ 30 milhões) à SCA Promotions, empresa de seguros que financiou os bônus que ele recebeu pelas vitória no Tour de France de 2002 e 2003. O castigo foi por ter mentido à Justiça, sob juramento, e garantido que jamais fizera uso de qualquer substância ilícita para melhorar seu desempenho no esporte. A decisão representa um duro golpe para o ciclista, banido do esporte profissional, que está lutando numa série de batalhas legais que podem lhe arrancar muitos outros milhões de dólares em ações movidas por antigos patrocinadores e parceiros financeiros.
No caso da conquista do Tour de 2004, já sob suspeita de usar substâncias proibidas, graças a denúncias publicadas principalmente na imprensa europeia, o então campeão (que depois teve todos os seus sete títulos da Volta da França cassados, como sabemos); não recebeu o dinheiro da SCA. A seguradora alegou que não pagaria enquanto os indícios de doping não fossem esclarecidos. Armstrong, à época ainda muito poderoso e sustentando sua grande mentira, foi aos tribunais e conseguiu obrigar a SCA a lhe dar o dinheiro pelo Tour daquele ano.
– Corro de forma justa – garantiu na ocasião.
Mas a vida dá voltas e nem mesmo uma fraude tão bem articulada como a de Armstrong se sustentou. Em 2013, como sabemos, ele admitiu os mais de 10 anos de um esquema vergonhoso para levar vantagem como transfusões de sangue ilegais e uso de EPO, a famosa eritropoietina.
A SCA então decidiu correr atrás de seu prejuízo. E foi à Justiça contra Armstrong. A sentença agora o obriga a devolver o que recebeu, montante acrescido de multa por danos gerados à companhia de seguros.
Segundo a Reuters, na sentença os árbitros da pendenga judicial classificaram o caso como “um espetáculo incomparável de perjúrio internacional, fraude e conspiração”. O texto ainda arremata: “É quase certo que trata-se do mais tortuoso engano sustentado já perpetrado na história esportiva mundial”.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






