O vice-presidente corporativo da Icatu, César Saut, palestrou no World Coop Management (WCM21) que aconteceu em Belo Horizonte, dias 25 e 26 de outubro. Considerado o maior evento do cooperativismo no Brasil, o WCM21 reuniu expoentes das principais cooperativas do país para compartilhar experiências e abordar temas importantes como liderança, estratégia e gestão de alta performance. A Icatu foi a seguradora oficial do evento.
Na manhã de terça-feira, 26 de outubro, na sede da Companhia no Rio de Janeiro, César Saut participou de forma virtual do WCM21. Ele explanou sobre a atuação da Seguradora como forma de amparo da sustentabilidade socioeconômica na sociedade e destacou os 23 anos de engajamento da Icatu junto ao cooperativismo.
Inicialmente o executivo falou sobre a Companhia, apresentando números, índices e dados e salientando que a empresa é muito representativa nos segmentos de Vida, Previdência e Capitalização. “Temos mais de 2 mil colaboradores. Apresentamos um expressão bastante alta no seguro de pessoas que é 7,6 milhões de pessoas. Em 1997 fizemos nossa primeira parceria com um sistema cooperativo, no caso o Sicredi. E ao longo dos anos foram sendo estabelecidos relacionamentos com outros sistemas cooperativos como Sicoob, Uniprime, Unicred, Cresol, entre outros”, recordou o palestrante.
Saut observou que o desenvolvimento da Icatu acontece junto a uma aproximação da empresa com os sistemas cooperativos e com o aprendizado recíproco que acontece: “a Seguradora ingressando com uma especialização no que diz respeito a vida, previdência e capitalização e o sistema cooperativo nos aproximando efetivamente da sociedade”. Em sua palestra, ele apontou qual é o mercado das companhias de seguro e o por que faz sentido para um sistema cooperativo estar próximo ao mercado de seguro de pessoas.
Durante sua apresentação, ele explicou o papel e o funcionamento de uma companhia seguradora e também do sistema cooperativo, bem como a interação entre ambos e sua importância para a economia. Na opinião de César Saut, as Seguradoras não irão concorrer com os Bancos e as Companhias têm que fazer o que a sociedade precisa: “se a rede bancária tivesse sido extremamente eficiente na distribuição de seguros de pessoas para as pessoas e apresentasse uma conexão tão grande com a sociedade, 90 % do mercado brasileiro não seria um mercado potencial para consumo de seguro de pessoas. Em todas as pesquisas existentes é possível constatar que o máximo de penetração é de 15% e isso sendo muito otimista”, complementou o executivo.
Diante desta realidade, Saut questiona se a comunicação deve ser feita com produtos ou com propósitos: “se fosse com produto a penetração das maiores instituições bancarias teria feito com que o seguro tivesse outro nível de disseminação na sociedade brasileira”.
Na avaliação do vice-presidente da Icatu, a maior ameaça existente na atualidade não está relacionada aos bancos, mas sim os novos players: “refiro-me a quem venha efetivamente se comunicar apresentando um propósito e ocupe um espaço que, via de regra, deveria ser das companhias, principalmente de uma seguradora especializada que não mistura as coisas e trabalha efetivamente com vida humana. Acredito também que esse espaço é do sistema cooperativo que é um sistema que nasce da sociedade para sociedade”.
Para o dirigente, a atenção das seguradoras deverá voltar-se para quem está se estabelecendo e conectando-se com algum espaço vazio: “nossa maior ameaça não é quem já está estabelecido. Tivemos um novo entrante que é a XP e com tecnologia e metodologia nova, essa empresa ocupou um espaço”.
Sobre a transformação digital, o vice-presidente da Icatu disse que a pandemia forçou todos a acelerarem um processo tecnológico que aconteceria em alguns anos. “A tecnologia deve ser colocada com algo a disposição das pessoas e não como uma ferramenta para reduzir despesas e substituir o ser humano. Queremos reforçar a parceria da Seguradora com as pessoas e gerar comodidade para todos”, finalizou César Saut.
WCM2021
Reunindo presidentes, dirigentes e profissionais das principais cooperativas do país, o World Coop Management (WCM) é um tradicional evento do cooperativismo brasileiro que existe desde 2015. O WCM 21 também foi realizado no formato “phygital”. Esse ano o evento aconteceu em meio a uma realidade de constante transformação e expansão, que demanda cada vez mais inovação, ideias e conhecimento. Por isso, o objetivo do evento é ajudar o profissional de cooperativa a tomar consciência do universo que o rodeia, explorando e encontrando novos caminhos, conceitos e estratégias verdadeiramente inspiradoras.
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