Inovação tem sido o assunto principal das lives promovidas pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) para celebrar os 50 anos da instituição. Na tarde desta quarta, dia 18, aconteceu o 9º encontro “Inovação na Prática” em parceria com a ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e teve a participação de Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo Seguros, e Carlos Sarkovas, diretor comercial da It’sSeg Company e a mediação do professor da ENS Inaldo Bezerra.
O professor Inaldo Bezerra enfatizou que a discussão dos encontros é para mostrar a experiência dos executivos do mercado de seguros brasileiro e dos corretores com inovação.
O primeiro a falar foi o presidente da Sompo, Alfredo Lalia. Ele contou que inovação é um dos valores da companhia. “Acreditamos que inovação vem de diversidade que é um dos pilares da empresa. Pessoas diversas, com formações diversas e experiências de vida diversas, teremos um ambiente propício para entender a sociedade que é diversa”, ponderou.
Ele explicou que na Sompo, a área de inovação está conectada com a área estratégica e que, antes de serem desenvolvidos, projetos ou novas iniciativas, são analisados para ver se tem um fio de estratégia. “Aí sim, colocamos o time de inovação para pensar diferente”, disse.
O CEO enfatizou que a gestão tenta fazer com que a seguradora seja mais simples, próxima do cliente e do corretor.
Já Carlos Eduardo Sarkovas, da It’sSeg lembrou que a pandemia fez com que a sociedade tivesse uma maior percepção de risco. “Precisamos ficar atentos que houve um reposicionamento de prioridade. A pandemia e o confinamento nos obrigou a reposicionar nossos valores e trouxe a questão da importância do conhecimento”, ponderou.
O executivo alertou ainda que uma corretora tem três pilares para resolver: operacional, serviços e consultoria. “A tecnologia organizando os dados, entregando a informação e conseguindo mensurar tudo isso traz ganhos”, explicou. Ele acrescentou que o produto precisa estar mais adaptado ao cliente. “Cada vez mais enxergamos que o mercado das seguradoras fica mais especialista e o corretor tem que resolver os problemas do cliente”, afirmou.
Por isso, ele disse que o corretor acaba tendo que vender produtos que não são tão rentáveis, mas faz com que ele seja mais valorizado porque ele resolve coisas. “O corretor está para resolver a dor do cliente e trazer o melhor do mercado. A tecnologia do nosso lado tem que estar auxiliando nosso negócio. Não é ator principal, mas é o pilar que sustenta nossa atividade daqui para frente”, analisou.
O executivo da Sompo comparou a atuação do corretor de seguros com uma plataforma, já que ele faz o papel de pulverizar e levar outros produtos ao cliente. “O corretor é uma plataforma aberta e esse desenvolvimento do canal corretor criou um ambiente competitivo para as seguradoras”, disse.
Lalia lembrou que o corretor ajuda a explicar ao cliente as diferenças dos vários produtos oferecidos pelas seguradoras. Já Sarkovas interpretou que o corretor é o elo que aglutina, entende a dor do cliente e busca a melhor solução. “Isso é moderno. Podemos melhorar o processo, mas não se pode questionar. É ir contra uma dinâmica de crescimento exponencial”, ressaltou.
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