Com base em números da CNseg, a publicação anual “Valor Financeiro – Seguros, Previdência e Capitalização” informa que, excluíndo Saúde e DPVAT, o sistema de seguros suportou a sociedade brasileira com mais de R$151 bi em indenizações, benefícios, sorteios e resgates de previdência.
O jornal “Valor Econômico” publicou, como encarte em sua edição de 31 de maio o anuário “Valor Financeiro – Seguros, Previdência e Capitalização”, apresentando ampla cobertura sobre o mercado de seguros.
A publicação anual indica, com base em números fornecidos pela CNseg, que em 2019, o setor movimentou R$ 270,16 bilhões (excluindo DPVAT e Seguro Saúde); registrando o maior avanço nominal em 10 anos, de 12,1%, e gerando a expectativa de um 2020 também positivo, mesmo com desaceleração por conta da pandemia. Entretanto, a crise epidemiológica “acertou em cheio o mercado segurador”. Em entrevista ao anuário, o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que, “em períodos de dificuldades, acende a luz vermelha e alguns produtos são mais demandados na busca por proteção ao patrimônio e à família”. E complementou: “É digno de nota que os seguros sempre foram resilientes. Nos últimos 10 anos, mesmo com períodos de recessão severa, o crescimento chegou a 45,7%, descontada a inflação do IPCA, com uma taxa anual média real de 3,8%.”
Segundo Marcio Coriolano, o que ajudou as seguradoras a enfrentar 2020 foi o fato de que já tinham feito o “’dever de casa’, ajustando a operação a um cenário de Selic baixa, que impacta no retorno de suas aplicações”. ”Porque já tinham reduzido os seus custos, investido em tecnologia para melhorar processos e rotinas e ajustado as tarifas”, destacou.
A matéria sobre o que o seguro suporta a sociedade informa que Saúde e Vida foram os segmentos que pagaram mais indenizações em 2020. De acordo com dados da CNseg (excluindo DPVAT e Seguro Saúde); o setor segurador pagou R$151 bilhões em indenizações, benefícios, sorteios e resgates em 2020, valor 8,3% superior a 2019. “Seguradoras multilinha, que também têm o seguro saúde, tiveram impacto maior na sinistralidade. Já as empresas mais expostas ao seguro-auto, tiveram um resultado melhor, com a sinistralidade recuando”, afirmou o Presidente da CNseg.
Abordando a “revolução digital que redesenha o setor”, o “Valor” entrevistou a Superintendente da Susep, Solange Vieira, que afirmou: “A regulação precisa ser mais flexível e o papel do regulador é permitir que o mercado cresça, inove e melhore a jornada do cliente. Não temos que interferir na vida das seguradoras em sua capacidade de inovação.”
Considerando positiva a agenda de desregulamentação da Susep, afirmando ser um antigo pleito do setor, Coriolano disse que “o movimento permite desonerar as seguradoras, aumentar a competição e o desenvolvimento de produtos de forma mais rápida, sem a necessidade do carimbo do regulador em seus produtos”.
O encarte com o anuário "Valor Financeiro" também trouxe um anúncio da CNseg (ver abaixo); de página inteira, apresentando a “Conjuntura CNseg” como uma publicação inovadora e amigável que abrange “um universo de temas qualificados sobre seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização" e, também, o portal da CNseg (cnseg.org.br); no qual “se pode ficar mais informado sobre as regras, os principais conceitos, coberturas e a importância de um setor que entende de proteção".
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