A jornalista do Seguro Gaúcho, Julia Schneider, participou do programa Mesa Redonda – Especial Mulheres do CQCS na tarde quarta-feira (31). O Mesa Redonda recebeu a Diretora de Ensino Técnico da ENS, Maria Helena Monteiro. Além de Julia Schneider também participaram as jornalistas Nicole Fraga, da Revista Apólice; Sueli Santos, do CQCS; Thaís Rucco, da Rucco Comunicação; Júlia Senna, do JRS; e Tatiane Pina, do Seguro Total. O programa teve a mediação de Kelly Lubiato, diretora de redação da Revista Apólice.
Julia Schneider iniciou sua participação pontuando que no caso das mulheres conciliar atividades como trabalho, deveres de casa, família e até estudo foram acentuadas após o surgimento da pandemia. Diante dessa questão, a jornalista perguntou para a executiva da ENS como ela enxerga o papel das empresas na discussão e na elaboração de um ambiente de jornadas mais flexíveis e inclusivas.
A entrevistada argumentou que a pandemia exacerbou a necessidade que as pessoas têm de cuidar da vida pessoal. “Caso a mulher tenha um filho pequeno e não consiga enviar ele para a escola e nem tenha a disposição o serviço de uma babá, como ela equacionará essa problemática?”, questionou Maria Helena.
Na avaliação da Diretora da ENS as empresas têm que ajudarem: “durante essa pandemia eu participei de vários debates com companhias seguradoras e foi ressaltada essa preocupação em facilitar a vida das famílias. Na minha avaliação as empresas também devem ter a iniciativa de treinar os colaboradores homens nas responsabilidades que eles devem ter nos serviços domésticos, já que as atividades domésticas sempre atrapalharam a carreira profissional das mulheres”. Maria Helena disse nunca foi igualitária a divisão das tarefas de casa e da família entre homens e mulheres: “isso ficou mais evidente agora com a quarentena, quando tivemos um número grande de doenças de fundo emocional e divórcios por causa da convivência forçada e, talvez, por causa da redistribuição das funções domésticas que não é igual para ambos”.
A jornalista do Seguro Gaúcho também perguntou para a entrevistada qual sua percepção sobre o papel da ENS na construção de igualdade não apenas em relação às mulheres, mas também na diversidade como um todo. “A ENS tem essa preocupação e por isso trabalha bastante na questão da mulher e vários executivos de nossa entidade participam de grupos como o Instituto pela a Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros (Idis). Ainda não conseguimos mensurar outros dados relativos à diversidade, mas certamente nossa escola promoverá estudos quando conseguirmos esses outros dados”, respondeu Maria Helena.
Durante o bate-papo com as jornalistas, Maria Helena fez referência a sua trajetória de 50 anos no mercado segurador. Ela falou dos desafios, do aumento da participação feminina nos cargos de liderança e de suas expectativas para o futuro. “Na época que eu iniciei no ramo, as mulheres não eram instruídas a construir uma carreira. E a maior dificuldade que tive foi a falta de modelo. Não existia uma outra mulher em que eu pudesse me espelhar”.
A Diretora de Ensino Técnico da ENS disse ainda que seu grande aprendizado foi entender a necessidade de se aperfeiçoar e estar sempre aprendendo: “todas nós aprendemos coisas novas nesta pandemia. O maior aprendizado que tive é que sempre temos que investir conhecimento”.
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