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Open banking pode provocar profundas mudanças no mercado de seguros

O Open Banking começou e uma nova fase no mercado de seguros deve ser aberta. Em operação desde o dia 15 d ...



29 de março de 2021

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O Open Banking começou e uma nova fase no mercado de seguros deve ser aberta. Em operação desde o dia 15 de fevereiro, o Open Banking no Brasil vai além dos serviços bancários: deve promover mudanças tanto nos investimentos quanto no mercado de seguros.


A revista IstoÉ traz uma reportagem sobre o assunto e ouviu Jorge Sant’Anna, presidente da BMG Seguros. Para o executivo, o impacto sobre o setor será proporcionalmente muito maior do que no caso dos bancos. “A introdução do Pix e do Open Banking vai permitir a criação de seguros massificados e incrementar a competição entre as seguradoras”, disse ele. “Isso vai transferir o poder para o cliente na hora de contratar os seguros”, avaliou.


Segundo a matéria como o Open Banking deixa disponível as informações financeiras, o que permite que os clientes possam divulgar seus dados para serem devidamente cortejados pelas empresas interessadas. A expectativa para os bancos é que isso garanta taxas mais competitivas e empréstimos mais baratos e, nas seguradoras, grandes mudanças podem acontecer.


A burocracia ainda atrapalha o desenvolvimento dos negócios. Segundo a revista, os seguros de danos (que não consideram as apólices de vida e de saúde) representam cerca de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Na Argentina são 3,6% e nos Estados Unidos e Holanda esses percentuais se aproximam dos 7%. Tanta diferença é explicada por três fatores. O primeiro é a renda. O segundo é cultura: só agora o brasileiro começa a ter consciência de que vale a pena segurar seus bens. “O terceiro fator de atraso é que, devido à burocracia e ao atraso na tecnologia, o processo de contratação dos seguros ainda é lento”, disse Sant’Anna.


A reportagem mostra ainda que nos mercados mais desenvolvidos, os segmentos que mais crescem são os seguros massificados e os seguros por uso. A margem é baixa, e por isso pequenos custos podem inviabilizar a venda. Se, por exemplo, o segurado tiver de pagar o prêmio por meio de um boleto bancário, as tarifas envolvidas podem consumir a margem da seguradora. “Com o Pix, em que as transações são gratuitas ou tem custos baixíssimos, esse problema é resolvido”, disse o presidente da BMG Seguros.





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