Segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg) 70% dos carros registrados no país circulam sem contar com um plano de seguro contra acidentes, com isto ficam expostos a furtos, roubos, colisões e outros acidentes que provocam perdas, não só físicas, mas também, econômicas; e ficam completamente desassistidos diante este tipo de situação.
No caso das motos, o panorama é pior, porque apenas 2% conta com um seguro e são o tipo de veículo que maior participação tem nos acidentes de trânsito.
O seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) que é obrigatório para todos os veículos, muitas vezes não é suficiente. A única cobertura que oferece é para danos físicos das pessoas envolvidas no sinistro, como hospitalização ou indenizações por danos permanentes ou morte.
Mas, quem assume os danos materiais ocasionados em um acidente? Quem assume o pagamento para reparar o veículo danificado ou até para comprar um novo veículo? É nesses casos que os motoristas tomam consciência dos riscos que correm dia a dia e veem a importância de ter um seguro veicular, porém já é tarde demais e eles são os que devem arcar com os custos, que muitas vezes trazem grandes dores de cabeça e se tornam um grande prejuízo para a economia familiar.
Em comparação com outros países, no Brasil não temos uma forte cultura de prevenção, por isso não temos o costume de contratar seguros. Se bem que nos últimos meses houve um importante aumento na contratação de seguros de saúde e residenciais, ainda resta muito mercado para explorar em todos os segmentos.
Pontualmente no caso dos veículos, nos últimos anos a maioria dos veículos 0km eram os que contrataram planos de seguro, com a pandemia houve uma importante retração nas vendas e consequentemente uma queda na contratação de seguros.
Isto foi negativo para as seguradoras, porém para o segurado ou futuro cliente trouxe muitas vantagens: reduções de prêmios, ampliação da duração dos bônus, descontos e mais benefícios. Porém, a principal contribuição da pandemia, neste sentido, foi a de acelerar o desenvolvimento de novas formas de fazer um seguro auto. Hoje em dia, há maior flexibilidade para contratação e ofertas que se adaptam ao bolso de qualquer brasileiro.
Tanto se o cliente quer contratar uma cobertura completa, como as propostas tradicionais; como se quiser contratar um seguro por apenas alguns dias (seguro por tempo determinado) ou se quiser contratar e pagar de acordo aos quilômetros percorridos (Pay per Use); ele pode contratar e ter cobertura para todos os riscos que considerar necessários, isso sem precisar sair de casa, nem para fazer a vistoria do veículo.
Então como funciona um seguro de carro deste tipo? Independente da modalidade de contratação, o importante é que o cliente contrate as coberturas que achar conveniente para sua situação. Com isso, ele repassa para a seguradora a responsabilidade de pagar pelos sinistros cobertos em caso de que ocorram. Por exemplo, se o cliente contratou somente uma cobertura contra roubo e furto, se o veículo sofrer danos causados por um fenômeno natural (granizo, enchente, queda de árvore, etc.) os custos não serão cobertos pela seguradora, então é importante simular e escolher um plano que encaixe com o perfil de motorista o a forma de uso do veículo.
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