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O desempenho e a perspectiva da economia brasileira e mundial na avaliação de Victoria Werneck

A Icatu Seguros promoveu em seu canal no Youtube mais uma edição do “Conversa com Especialista”, no final ...



29 de janeiro de 2021

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A Icatu Seguros promoveu em seu canal no Youtube mais uma edição do “Conversa com Especialista”, no final da manhã de quinta-feira, 28 de janeiro. A convidada especial foi a economista-chefe da Companhia, Victoria Werneck, que explanou sobre panorama econômico, cenário político e o cenário econômico brasileiro e mundial. A mediação do encontro virtual foi de Marcos Botler, que integra a equipe de previdência da Seguradora.


Sobre o início do governo de Joe Biden nos EUA, Victoria disse que além do discurso conciliador, o novo presidente norte-americano promoverá grandes mudanças em termos de política externa. “Suas primeiras medidas foram a volta do Acordo de Paris e o retorno a Organização Mundial da Saúde, além de reaproximar os EUA dos seus grandes aliados que são os países europeus. Em relação a China, a reaproximação dos Estados Unidos deverá permanecer no estágio atual”. Já em termos de política interna, a economista chefe da Icatu considera que poderá haver aumento de impostos.


Em relação às principais economias do mundo em 2020, Victoria Werneck apresentou dados e fez ponderações a respeito da recessão mundial e expansão fiscal, da inflação, da expectativa de crescimento do PIB e também sobre a taxa de juros de títulos soberanos de 10 anos, nesse último item tanto de países emergentes como de países considerados ricos.


Especificamente sobre a economia brasileira, o prognóstico da especialista aponta que o terceiro ano do governo Bolsonaro seguirá marcado pela persistência de um quadro de alarmante precariedade em áreas cruciais para o Brasil. “Isso inclui do combate à segunda onda da pandemia à vacinação desnecessariamente tardia e desorganizada da população. Da condução improvisada da política fiscal a novas e reiteradas evidências de falta de compromisso efetivo do governo com a preservação do Teto de Gastos”. Para a economista isso contribuirá para manter a economia em interminável clima de suspense que dificultará a redução de risco necessária para uma recuperação vigorosa do nível de atividade, bem fundada na retomada dos investimentos: “o país continuará restrito por um horizonte bem mais curto do que seria possível e desejável”.


A convidada apresentou dados das projeções Focus com as principais variáveis (IPCA, IGP-M, Câmbio, Selic Fim, PIB); que o Banco Central divulgou dia 25 de janeiro. Ao falar a respeito do aumento da taxa de inflação que ocorre em nível mundial e do grande volume de dinheiro que está sendo jogado no mercado financeiro pelos bancos centrais das economias avançadas e que tem sido utilizado para a compra de ações das bolsas, principalmente as norte-americanas de empresas tecnológicas, Victoria acha que existe o risco de ocorrer o estouro de uma bolha no decorrer de 2021. “Não falo de uma crise financeira como a que aconteceu em 2008, mas que poderá acontecer o estouro de uma bolha, já que existe muito dinheiro girando”.


A economista disse que a taxa selic irá subir nesse ano e sua previsão, caso a vacinação ocorra em larga escala, é que existe uma espécie de poupança precaucional que está guardada e que poderá ser utilizada, embora não se saiba nada a respeito da continuidade do auxilio emergencial. Segundo a especialista o investimento despencou, mas mesmo assim é possível que ocorra crescimento sem investimento: “atualmente existe uma significativa capacidade ociosa na economia ao longo de 2020. Por tanto, é possível crescer sem a necessidade de fazer investimentos, só ocupando capacidade e contratando pessoas que compõem o contingente de desempregados”. Além de abordar aspectos de mudanças políticas e fiscais no país a economistas também fez comentários sobre a reunião do Copon.


Ao término de sua explanação, Victoria respondeu a questionamentos feitos pelo chat. Em uma das perguntas um internauta indagou se na avaliação da economista até o final do mês de junho a Bolsa chegará aos 120 mil pontos. “Houve uma retomada da Bolsa no final do ano de 2020 e a tendência é de que a ela volte a subir. Podemos apontar aumento ou queda, mas sou contra tentar estabelecer uma quantidade precisa de pontos na Bolsa, bem como afirmar se ocorrerá em junho ou dezembro. O que posso dizer é que a tendência atual é de subida da Bolsa de Valores e quanto a isso não há a menor dúvida”, finalizou.





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