A retomada das atividades e o consequente aumento da circulação de pessoas levou a também a uma retomada dos índices de furtos e roubos de veículos. Mesmo assim, 2020 fechou com recuo de 38,96% nas ocorrências na comparação com o ano anterior. Foram 17.772 roubos e furtos em 2020, contra 24.922 de 2019, ficando na terceira posição entre os estados, atrás de São Paulo (99.614) e Rio de Janeiro (38.555). O Estado também encerrou o período com um dos melhores índices de recuperação do país: 75,17%. "Temos um sistema de cercamento eletrônico e monitoramento por câmeras que auxiliam o trabalho da polícia e refletem nestes dados de recuperação. Aliado a isso, a lei dos desmanches e a eficiência da polícia gaúcha, com atuações frequentes também contribui para este recuo importante da criminalidade", destaca o presidente do Sindicato das Seguradoras do RS, Guilherme Bini.
A Capital é um dos lugares que mais se nota a queda da criminalidade envolvendo os veículos. Nos últimos anos, Porto Alegre figurava todos os meses entre as três principais cidades no ranking de roubo e furto de veículos. No entanto, 2020 encerra com a cidade na sétima colocação. Ao longo do ano, foram 5.242 veículos que foram parar nas mãos dos criminosos. Em 2019, Porto Alegre encerrou o ano com 7.515 registros, o que representa um recuo de 31,06%. "Foi um ano desafiador para a modalidade, com todas as restrições impostas pela pandemia. A carteira de automóvel tem uma participação grande no mercado segurador e tivemos que fazer muitas adaptações em 2020. Muitos clientes abriram mão da cobertura do seu bem em função da menor circulação por medidas de saúde", explica Bini.
Sem aulas e muitas pessoas em trabalho remoto, parte da população passou a usar menos o carro, não sentindo necessidade de manter o seguro. "As seguradoras conseguiram manter os valores e aumentar o parcelamento para que o cliente conseguisse manter seu veículo segurado. A venda de carros novos parada também impactou negativamente no setor. Mas, no segundo semestre, já notamos uma retomada", avalia. No entanto, Bini destaca que a alta do dólar combinada com ajustes que o mercado precisou fazer para manter o segurado, pressionam as seguradoras. "O dólar alto impacta diretamente na importação de peças. O cálculo do seguro é bastante complexo. Se por um lado, a redução da criminalidade tem um impacto positivo, o dólar pressiona. As seguradoras estão fazendo ajustes e tentando oferecer o melhor preço aos clientes e condições de pagamento para que todos possam manter a proteção dos seus bens e o mercado saudável", conclui.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






