A empresa pretende acelerar o crescimento de várias “verticais”, como saúde, seguro, serviços financeiros e serviços em geral.
A Porto Seguro quer ir além de ser “apenas” uma companhia de seguros, diz o BTG Pactual em relatório no qual detalha as estratégias do grupo após conversa com o presidente do conselho de administração Bruno Garfinkel.
O chairman da Porto é filho do acionista controlador Jayme Garfinkel e atua na companhia desde 2003. Segundo o BTG, uma das metas do grupo é dobrar a base de clientes, atualmente entre 8 milhões a 9 milhoes, em um horizonte de cinco anos.
O atual presidente do conselho assumiu o posto há um ano e meio, após a saída de seu pai do dia a dia da empresa. Conforme o BTG, o executivo recebeu a missão de “repensar a alocação de ativos e o gerenciamento de capital” do grupo.
O plano estratégico para os próximos cinco anos da Porto se baseia na própria filosofia expressa no nome da companhia, como um “refúgio seguro” aos clientes. Com essa proposta, a empresa pretende acelerar o crescimento de várias “verticais”, como saúde, seguro, serviços financeiros e serviços em geral.
O banco ressalva que, devido à liderança da Porto no segmento de seguros auto, “é difícil dobrar o número de clientes aqui”. Mas, apontam os analistas, a companhia pode criar novos produtos e serviços para aumentar a penetração de seguros para veículos entre a população.
De acordo com o BTG, está nos planos da Porto também monetizar a ampla infraestrutura de lojas de atendimento para serviços automotivos. Hoje “a ampla estrutura de guinchos e lojas de reparos é basicamente um centro de custos”. Mas a companhia pretende começar a oferecer serviços de manutenção pagos também.
No caso da vertical de saúde, o grupo quer aproveitar os impactos da pandemia que acelerou o desenvolvimento tecnológico do setor, como a liberação da telemedicina. “A Porto foi uma ‘vendedora’ de seu braço de saúde no passado, mas agora é uma compradora”, dizem os analistas.
De acordo com o BTG, a Porto tem observado com atenção a operação da insurtech americana Oscar Health. A companhia de seguros estuda, inclusive, separar a unidade de saúde em uma empresa separada, diz o banco.
A casa de análise explica que a Oscar Health tem um modelo de negócios baseado em ciência de dados e desenvolveu um aplicativo muito eficiente e atrativos aos usuários. O app oferece descontos aos clientes baseados no cumprimento de metas por dia, como forma de criar bons hábitos. O uso contínuo também cria o hábito para os usuários de consultar o aplicativo primeiro, quando se sentem doentes.O BTG afirma que a Porto está desenvolvendo um aplicativo similar para lançar um novo modelo de negócios para a área de saúde. O banco ressalta que a companhia já começou a criar novos produtos nessa vertical como o “Porto Cuida”, lançado no fim de 2020.
O produto cobra uma taxa mensal de R$ 19,90 e é voltado para a população de baixa renda. Com o Porto Cuida, os clientes têm acesso a consultas médicas por meio de telemedicina e conseguem realizar exames com preços abaixo do mercado na rede credenciada.
A Porto, avaliam os analistas do banco, já é hoje mais do que uma companhia de seguros para veículos, com diversas verticais, incluindo serviços financeiros. Mas pode expandir muito mais as unidades.
VEJA TAMBÉM
Iniciativa reuniu mulheres para discutir investimentos, formação de patrimônio, previdência e proteção fin ...
Última prova do ano será realizada no dia 29 de novembro, no Complexo Turístico da Ponta Negra, às margens ...
Palestra promovida pela SulAmérica reuniu mulheres na sede do SindsegSC para falar sobre saúde.






