Na noite de quarta-feira (09); o Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG-RS) realizou o V webinário de 2020.
O convidado especial do encontro virtual foi o conselheiro da MAG Seguros e um dos mais experientes executivos do mercado segurador, Marco Antônio Gonçalves que explanou sobre a solidez e a força do segmento de seguros diante da pandemia. O entrevistado dialogou com os diretores da entidade André Thozeski, Jane Manssur, Júlia Senna e com conselheiro do Clube, Carlos Josias. A mediação foi da presidente do CVG RS, Andréia Araújo A mediação foi da presidente do CVG RS, Andréia Araújo.
Com mais de 40 anos de atuação no mercado segurador Marco Antônio Gonçalves possui grande experiência em gestão e especialização de modelos de negócios, modelos de distribuição, e de desenvolvimento e adaptação de produtos. O especialista falou a respeito das incertezas trazidas pela Covid-19, as tendências no setor, a transformação digital e as novas relações de consumo.
O vice-presidente do Sincor RS, André Thozeski, fez referências a trajetória e a importância do executivo da MAG Seguros para o setor. Entretanto, Thozeski perguntou ao entrevistado quem é o cidadão Marco Antônio Gonçalves que está por trás do profissional renomado. “Tenho grande admiração pelo profissional corretor de seguros e os considero pessoas especiais, pois eles são gente que gosta de gente. Gosto das coisas simples da vida como um bom almoço. Para mim a simplicidade faz com que tenhamos uma felicidade muito mais frequente. Na minha vida pessoal prezo muito pela família. Sou casado pela segunda vez há 21 anos, tenho quatro filhos e quatro netos”, respondeu Gonçalves.
Diante do grande número de seguradoras que se manifestaram a favor do pagamento da indenização, ainda que com a condição restritiva do item pandemia, Carlos Josias, conselheiro do CVG RS e sócio do escritório C.Josias & Ferrer, questionou ao executivo se ele acha que isso poderá enfraquecer futuramente as teses das companhias quando elas defenderem o direito de negar.
O executivo respondeu que ninguém no mercado segurador tínha vivido uma pandemia e que ele apresentou desafios muito grandes. “Felizmente prevaleceu o bom senso no Brasil, principalmente no que se refere ao seguro de vida. Na MAG nossos principais executivos tiveram o bom senso e entenderam que se alguém paga um seguro há 10 ou 15 anos, no momento em que essa pessoa mais necessitar, nós não poderemos negar a indenização, apesar de os riscos de pandemia e epidemia estarem excluídos. Foi um exemplo de maturidade e de consciência securitária e proteção a sociedade que muito me orgulhou”.
Na avaliação do entrevistado será pouco provável que qualquer entendimento do judiciário seja simplesmente uma novação ao contrato: “um caso de excepcionalidade precisa ter exceções que leve em consideração usos, costumes, bom senso e a própria legislação. Aprendemos não só a pagar o que já estava para trás, como aprendemos a cobrir pandemias para frente”.
Como Gonçalves tem um histórico de grande incentivador no desenvolvimento das performances profissionais através do treinamento, a professora Jane Manssur perguntou a ele quais segmentos do mercado e respectivas áreas merecem uma atenção maior para que sejam desenvolvidos programas que contemplem essas variáveis, deficiências ou habilidades.
O executivo da MAG Seguros respondeu que está na hora de haver uma aceleração da educação continuada do mercado segurador. Na visão dele, o programa tradicional de formação de corretor de seguros apresentou pouca evolução curricular nos últimos 25 anos. Entretanto, no mesmo período o mundo passou por diversas modificações e transformações. “Essa especialização necessita ser acelerada, pois o corretor de seguros tem que ser um generalista de proteção, mas conhecendo o detalhamento dos produtos específicos que atenderão as necessidades e ansiedades da cada um dos clientes. Na minha avaliação esse profissional tem que ser um agente autônomo de investimento e saber realizar a gestão de todo o patrimônio de seu cliente visando a proteção da atividade econômica, bem como da saúde e da vida”.
Como o Brasil possui 424 milhões de dispositivos digitais em uso, de acordo com pesquisa divulgada pela FGV, a jornalista Julia Senna perguntou de que forma o mercado segurador poderá usar essa facilidade que está à disposição de todos para alavancar ainda mais os produtos voltados a vida. Gonçalves respondeu que o mercado está tendo uma abertura de público alvo voltado ao seguro muito maior. “Diante dessa realidade posso incluir as plataformas de serviço e de transação. Cito também a aceleração de movimentos como o open bank e open insurance, que trarão várias oportunidades e mudarão o mercado de seguros, já que colocarão todos na planície. Essa transformação que está acontecendo através do digital, constitui-se em um universo que ainda não aprendemos a dominar. Seguramente a mudança da mão de obra e o crescimento exponencial das transações digitais serão muito bem aproveitados como canal e não como fim”.
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