Vice-presidente de seguros da Porto Seguro, Marcelo Picanço, relatou ‘mudança de hábitos de mobilidade’.
A sinistralidade menor no segmento auto, por conta da queda no movimento de veículos com a pandemia, deve perdurar por mais alguns trimestres, afirma o vice-presidente de seguros da Porto Seguro, Marcelo Picanço, durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre. Segundo o executivo, o índice, na verdade, após o país sair da crise tende a ser menor do que era antes por conta da mudança de hábitos de mobilidade.
“Existe uma mudança mais silenciosa de hábitos de mobilidade”, com a adoção do home office, aponta Picanço. “A gente acredita que essa normalização após a pandemia vai ser um pouco mais lenta. Sinistralidade abaixo do histórico será ainda por algum tempo.”
De acordo com o vice-presidente de seguros, “teremos algo [em termos de sinistralidade] entre o que temos hoje e o que tínhamos antes”. Para Picanço, em relação aos preços, que na pandemia recuaram entre 25% e 30% por conta da queda de sinistralidade, as seguradoras vão ter de segurar eventuais aumentos nos próximos trimestres e repassar isso gradualmente.
A Porto Seguro tem ainda uma visão positiva para o cenário de expansão de seguro auto, por conta de um efeito de represamento de aquisição de novos veículos durante a pandemia. “Tem um fenômeno de represamento e, num primeiro momento, teve uma contração de crédito, mas achamos que talvez [o crédito para veículos] volte até acima do que tem sido esperado.”
O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Celso Damadi, ressaltou que a Porto tem vários projetos em andamento na área de fusões e aquisições. “Para 2021, temos apetite para esta área tanto internamente quanto externamente.”
Damadi apontou ainda que a Porto vai reforçar o foco nos produtos financeiros, assim como os de saúde, dentro da estratégia de diversificação.
Picanço acrescentou que a companhia pretende “acelerar o crescimento do portfólio de saúde com foco maior no segmento de pequenas e médias empresas”. Segundo o vice-presidente de seguros, “saúde para a gente passa a ser um segmento focal”. O executivo acrescenta que a Porto vai manter uma estratégia mais regional ainda direcionada ao mercado de São Paulo e Sudeste, para empresas de diferentes tamanhos, sem entrar na atuação individual.
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