O jornal Valor Econômico publicou, no dia 15 de outubro, reportagem sobre o atual momento do seguro rural no País. De acordo com o texto assinado pelo jornalista Guilherme Meirelles, ainda pouco expressivo no Brasil quando comparado a outros países, o produto tem apresentado uma demanda expressiva em 2020, revelando uma forte resiliência no pós-pandemia. O período coincidiu com a época de plantio do milho 2ª safra (safrinha) e das demais culturas de inverno, como aveia, canola, trigo, cevada e sorgo, principalmente no Paraná e Estados da região Centro-Oeste.
Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) computados até agosto mostram que o volume de prêmios atingiu R$ 4,38 bilhões, alta de 27,7% ante o registrado no mesmo mês de 2019.
A matéria do Valor lembra que, para a safra 2019/2020, o Governo Federal empenhou inicialmente R$ 955 milhões, mas o valor caiu para R$ 881 milhões em razão de um corte orçamentário. Para a safra 2020/2021, segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a meta é oferecer R$ 1,3 bilhão.
Estudo da MDS Brasil aponta que apenas 10% da área plantada (estimada em 64.778,8 mil hectares pela Embrapa) está coberta pelo seguro rural, o que representa 3,6% do montante global.
Uma das fontes ouvidas pelo principal jornal de negócios do país foi Marcio Martinati, superintendente de agronegócio da Sompo Seguros. De acordo com o executivo, as prioridades para avançar no setor estão na agilidade em ressarcir o produtor em caso de sinistro e oferecer tecnologia digital de ponta na inspeção, tanto na vistoria e precificação, como no momento de uma indenização.
“Entramos em 2019 na cobertura de grãos e nos próximos anos vamos oferecer para mais cultivos e para o seguro pecuário. Hoje, o pecuarista não tem opções para doenças epidêmicas, como gripe suína ou aftosa”, afirmou ao veículo Martinatti.
Também consultada pela reportagem, a Tokio Marine informou que pretende se aproximar de pequenos produtores que vinham sendo amparados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro); que passaram a ter acesso à contratação do seguro rural privado. Segundo Joaquim Neto, superintendente de agro da seguradora, a companhia conta com uma equipe de 300 corretores especializados para contato com cooperativas e produtores.
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